Livros
Mãe D’Água: uma história dos cariris

Autores: Tkaínã e Laura Bacellar
Ilustrações de Rosinha

Editora Scipione

SEGREDOS DE ÍNDIO

Mãe D’Água: uma história dos cariris Os índios têm muitos segredos, totalmente desconhecidos de nós. A história da Mãe-d'água, contada neste livro, era um deles. Era. Chegou a hora de revelá-lo ao mundo
Manoella Oliveira  Planeta Sustentável- 21/07/2014
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Todo mundo tem segredos. E os índios têm muitos, totalmente desconhecidos dos não-indígenas. A história da Mãe-d'água, contada neste livro, era um deles. Tkainã, cariri-chocó morador de uma aldeia localizada às margens do Rio São Francisco, no estado de Alagoas, resolveu contá-la ao mundo. Ele diz que a Mãe d'água permitiu e quer ser conhecida por todo o país.

Para isso, ele contou com a ajuda de Laura, a outra autora da publicação. Foi ela quem colocou no papel, ilustrado pelos bonitos traços de Rosinha, todo o conhecimento indígena contado por Tkainã. Um conhecimento que é passado de pai para filho há muitos e muitos anos como forma de preservar a cultura e, mais do que isso, ela é contada e repetida há muitas gerações porque traz ensinamentos importantes.

Os índios acreditam na Mãe-dágua, também chamada de Dedzu, dizem que ouvem com frequência o barulho que ela faz ao mergulhar no rio. E é a ela que pedem ajuda na pesca e agradecem pela fartura. Dedzu é uma divindade que ensina como todos os seres da natureza estão conectados e merecem respeito.

O livro narra a história de Orupadã Tinga, um jovem com a voz boa para o canto e muito bom de pescaria, da aldeia dos cariris-chocó. Ele tinha tanta sorte com suas armadilhas para pegar peixes, que os amigos brincavam que ele era capaz de pescar até numa moringa - um vasilhame poroso onde se coloca água para beber.

Os nomes, inicialmente, parecem difíceis, pois são de origem indígena, mas não se assuste. As últimas páginas trazem um glossário que explica o significado de algumas delas e, ao longo da leitura, é fácil criar familiaridade com os objetos, os bichos, os alimentos e as flores que vão surgindo nessa realidade tão diferente da que vivemos. Aliás, é uma boa oportunidade de aprender sobre a riqueza do meio ambiente que desconhecemos e, também, sobre como é possível interagir com ele de outra forma.

Orupadã cumprimenta os pássaros, desvia do seu caminho para não atrapalhar a dança das borboletas, nada no rio como se a água o nutrisse e desse forças. E é ao acompanhar a trajetória de vida dele, que conhecemos o segredo da Mãe-dágua e entendemos como as forças da natureza podem se equilibrar e se misturar de uma forma mais respeitosa.

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