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Projeto Tamar/ICMBio Bichos novos no pedaço Peixe cabeça-de-geleia: ninguém tinha visto nada como ele, antes
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biodiversidade marinha

Bichos novos no pedaço Pesquisadores do Projeto Tamar, do Instituto Chico Mendes, descobrem dois animais desconhecidos na Praia do Forte, no litoral baiano
Planeta Sustentável30/10/2009 Manoella Oliveira
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Os cientistas estão eufóricos. Provavelmente, a biodiversidade marinha ganhou dois novos elementos dos mais curiosos. Pesquisadores do Projeto Tamar, do Instituto Chico Mendes, encontraram um peixe diferente, que nomearam de “cabeça-de-geléia”.

O nome engraçadinho é uma referência ao excesso de gordura que ele apresenta na sua parte frontal que torna sua cabeça grande e mole (veja a foto acima). O animal tem esqueleto largamente cartilaginoso, focinho bulboso e mede quase dois metros de comprimento.

O oceanógrafo Guy Marcovaldi, chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas, centro especializado do Instituto Chico Mendes que mantém o Projeto Tamar, acredita que o peixe faz parte de uma superordem exclusiva da família Ateleopodidae, que tem quatro gêneros (Ateleopus, Parateleopus, Guntherus e Ijimaia).

Até hoje, essa família tinha12 espécies conhecidas no Caribe, no Atlântico e no Pacifico. O cabeça-de-geleia, descoberto na Praia do Forte, no litoral baiano, e capturado entre 200 e mil metros de profundidade, pode ser a 13ª espécie.

MOREIA GIGANTE
O outro bicho desconhecido tem forma de moreia, mede 1,21 metro e pesa 3,5 quilos. A descoberta aconteceu na mesma área e profundidade em que foi encontrado o cabeça-de-geleia. Por isso, os estudiosos pensam que a biodiversidade da região precisa ser mais investigada. Os dois animais foram conservados em formol e enviados para estudos para serem confirmados como novas espécies.

[img1]Novos bichinhos têm sido descobertos desde que começaram os testes com os anzóis circulares, em 2001, pelo Projeto Tamar. Até então, foram registradas cerca de dez novas espécies, famílias e gêneros de peixes para o Brasil, além de outros animais marinhos que não tinham sido observados em nossas águas.

Esses anzóis são em formato de G e fisgam o peixe apenas pela boca, ao contrário dos tradicionais, em formato de J. O chefe do Projeto Tamar conta que esses anzóis são muito eficazes na pesca em grandes profundidades e diminuem os efeitos da pesca sobre tartarugas e outros animais marinhos ameaçados de extinção, além de serem mais produtivos do que o tradicional.

*Instituto Chico Mendes

Comentários:
07/01/2010 às 11:48
gabriela - diz:

Essa moreia gigante vive nos mares é um bicho nojento e é muito grande

03/11/2009 às 12:04
Edmilson - diz:

João: É "entre 200 (metros) e mil metros" que o texto quer dizer.

02/11/2009 às 13:55

Parabéns Guy Marcovaldi pelo árduo e incessante trabalho. Por favor corrijam a profundidade, nem nas fossas Marianas se vai tão fundo!! 200 mil metros é um absurdo!!!


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