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Verão pode ter corte de luz de madrugada se não chover o suficiente, diz Folha

Redação - Brasil Post - 06/11/2014

[img1][box-leia]São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Vitória podem ter cortes de luz durante a madrugada no auge do verão se não chover o suficiente para recuperar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas na região Sudeste. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo*, tendo como fonte o Operador Nacional do Sistema (ONS).

Segundo a Folha, o ONS avisou a distribuidores e geradores de energia que há risco de serem necessários cortes seletivos de energia para garantir o fornecimento nos horários de pico nos meses de janeiro e fevereiro, quando, devido ao forte calor, há aumento do consumo de eletricidade de cerca de 5%. O alerta teria sido feito na última quinta-feira (30), segundo fontes ouvidas pelo jornal, mas não foi confirmado pelo ONS.

Os cortes de energia seriam feitos de madrugada e também atingiriam outras grandes cidades da região como Campinas. Atualmente, os reservatórios das hidrelétricas na região estão com 18,27% de sua capacidade. Em 2013, neste mesmo período estavam com 41,62%.

Mas, se o período chuvoso que se inicia for suficiente para elevar o nível dos reservatórios para 30% em janeiro, não serão necessários os cortes de luz, de acordo com a reportagem da Folha.

CHUVAS DEVEM CONTINUAR NO SUDESTE
Segundo a Somar Meteorologia, empresa que atua na previsão do tempo, as chuvas deverão continuar a cair nos próximos dias sobre as principais áreas de cultivo de cana de São Paulo para então se espalhar ao norte para as regiões cafeeiras de Minas Gerais até 19 de novembro, informou a agência Reuters.

A chuva também poderá ajudar a recuperar em parte os reservatórios de água para uso nas cidades e barragens de hidrelétricas do Sudeste. No site da Somar*, também consta a informação de que o Vale do Paraíba entre São Paulo e Rio e a Zona da Mata, em Minas, deverão ter chuva nos próximos cinco dias.

ONS RESPONDE
Em nota divulgada à imprensa, a ONS classifica a reportagem da Folha como "alarmista e não corresponde à realidade". O texto ainda suaviza a previsão informando que a previsão das chuvas está dentro da normalidade.

*Folha de S.Paulo

*Somar

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