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Uso de drogas matou 183 mil pessoas em um ano

Redação - VEJA.com - 30/06/2014

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[box-leia]Novo relatório do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) apontou que 183 mil pessoas morreram em 2012 em decorrência do uso de drogas em todo o mundo. O número é 13% menor que o de 2011 (210 mil óbitos). Segundo o UNODC, a principal razão para essa queda foi a diminuição das mortes em alguns países da Ásia. 

O documento considera mortes relacionadas a drogas aquelas decorrentes de overdose, transmissão de HIV por drogas injetáveis, suicídio e traumas não intencionais sofridos por usuários. 

O UNODC calculou que, em 2012, entre 152 e 325 milhões de pessoas experimentaram ao menos uma vez alguma droga ilícita. O número de consumidores habituais ou dependentes permaneceu estável: de 16 a 39 milhões de pessoas. Maconha, opiáceos, cocaína e estimulantes anfetamínicos foram as drogas predominantes. 

Os opiáceos (substâncias derivadas do ópio, como a heroína) e os opioides (medicamentos que usam o ópio como princípio ativo, a exemplo da morfina) lideraram a lista de produtos que causaram mais doenças e mortes. Pelo terceiro ano consecutivo, o Afeganistão, país líder no cultivo de papoula (planta da qual se extrai o ópio), registrou aumento na superfície de cultivo: de 154 mil hectares em 2011 para 209 mil em 2012. 

MACONHA
De acordo com o UNODC, o consumo de maconha diminuiu no mundo, exceto nos Estados Unidos. "A impressão de que a maconha não é tão perigosa levou ao aumento de sua utilização no país", diz o documento. Sobre o impacto da recente legalização do consumo da droga no Uruguai e em alguns Estados americanos, o relatório diz que serão necessários anos de vigilância para avaliar seus efeitos. 

COCAÍNA
Em relação à cocaína, o documento afirma que seu consumo está concentrado na América, Europa e Oceania. "Praticamente toda a produção mundial é realizada em três países da América do Sul (Bolívia, Colômbia e Peru). Embora a fabricação e o tráfico dessa droga tenham tido grande repercussão no hemisfério ocidental, há indícios de que sua disponibilidade mundial diminuiu", diz o relatório. 

No fim de 2012, a área dedicada ao cultivo de coca, produto base para a cocaína, era de 133.700 hectares — 14% menor do que em 2011 e a mais baixa desde 1990, quando os registros começaram. "Na América do Sul, o consumo e o tráfico de cocaína se tornaram mais notórios, em especial no Brasil, por fatores como sua localização geográfica e sua numerosa população urbana", explica o documento. O UNODC menciona um pesquisa de 2009 da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Brasil, segundo a qual 3% dos universitários brasileiros usam cocaína.

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