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Pará terá benefícios com REDD, diz estudo

Marina Franco - Planeta Sustentável - 04/07/2011

O Ipam - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia* lançará amanhã, em parceria com a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a publicação REDD no Brasil: Um enfoque amazônico, que reúne fundamentos, critérios e estrutura institucionais para um programa de REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação na região.

O mecanismo, que é discutido na Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU, pode ajudar o país a conter o desmatamento e queimadas, que correspondem por mais da metade das emissões de GEE - gases do efeito estufa. Ele remunera governos, produtores rurais e populações tradicionais que fizerem esforços de conservação florestal e diminuição do desmatamento.

O documento que será lançado trata de:
- emissões por desmatamento tropical e o papel da Amazônia Brasileira;
- REDD como oportunidade para uma nova economia florestal;
- parâmetros para uma estratégia nacional de REDD e
- modelos e estruturas institucionais necessários para que o país seja beneficiado quando o mecanismo estiver regulamentado.

Segundo Paulo Moutinho, diretor executivo do Ipam, as florestas do estado do Pará estocam cerca de 12,6 bilhões de toneladas de carbono, contribuindo com 26% do estoque da Amazônia. Por isso, o estado tem potencial para se beneficiar pelos esforços de conservação através do REDD.

A pesquisa que baseou a nova publicação foi elaborada em parceira entre o Ipam, a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Governo. 

*Ipam

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