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JonathanCohen/Creative Commons Mortalidade infantil cai 31% em SP em 11 anos
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Mortalidade infantil cai 31% em SP em 11 anos

Guilherme Rosa - Veja.com - 04/09/2012

[box-leia]O governo de So Paulo anunciou nesta segunda-feira (03) uma queda de 31% na taxa de mortalidade infantil nos ltimos 11 anos. Em 2011, o ndice foi de 11,5 mortes a cada mil crianas nascidas vivas, contra 16,9 mortes por mil em 2000. o menor ndice j registrado no estado. Em 2010, a mdia havia sido 11,8 mortes por mil nascimentos. Os dados fazem parte de um balano realizado pela Secretaria de Estado da Sade em parceria com a Fundao Seade.

Segundo a Organizao Mundial da Sade, a mortalidade infantil o principal indicador de sade pblica. Ela mede a quantidade de crianas que morrem antes de atingir um ano de idade. A taxa de So Paulo menor do que a mdia registrada no pas, que foi de 15,6 mortes por mil em 2010. No entanto, pases desenvolvidos como Islndia, Japo e Sucia registram taxas de 3 mortes por mil nascimentos. No Brasil, somente Santa Catarina possui um ndice melhor que So Paulo: em 2010, o ndice de mortalidade infantil registrado foi de 11,2 mortes por mil nascidos.

Para realizar o estudo, o governo dividiu o estado de So Paulo em 17 regies. A que apresentou o menor ndice foi a de Barretos, com 8,1 bitos por mil nascidos vivos. Em seguida vieram So Jos do Rio Preto, com 9,1 por mil, e Presidente Prudente, com 9,9 por mil. A maior taxa do estado foi registrada na regio da baixada santista, que teve 16,9 bitos a cada mil nascidos vivos.

A cidade de So Paulo registrou 11,4 mortes por mil nascidos vivos. Dos outros 644 municpios do estado, 322 apresentaram ndices de mortalidade abaixo de 10, comparveis aos de pases desenvolvidos. "Nosso objetivo que o estado inteiro atinja esse padro de um dgito no ndice", disse o governador Geraldo Alckmin.

Das 17 regies do estado, 12 tiveram reduo da taxa em relao ao ano anterior, e 10 atingiram os menores ndices de sua histria. Segundo o governo, essa queda se deve a avanos na rea da sade pblica. "Aumentamos os atendimentos pr-natais das grvidas e a disposio de UTIs neonatais, alm de ampliar o acesso ao diagnstico", disse Giovanni Guido Cerri, secretrio de sade do estado de So Paulo.

PROGRAMA
No mesmo evento, o governo do estado e o Hospital das Clnicas anunciaram o programa Diagnstico Amigo da Criana, que pretende diminuir os riscos dos diagnsticos aplicados aos mais novos, sem afetar sua preciso. Alguns exames podem expor os bebs a riscos futuros, como a anestesia, os raios-x e as coletas de sangue. Como os bebs tm uma quantidade pequena de sangue, comparados a um adulto, qualquer retirada um pouco maior pode coloc-los em risco. O objetivo do projeto reduzir em at 75% o volume de sangue coletado das crianas para anlise laboratorial. "A retirada de sangue em bebs a principal causa de transfuses de sangue nessa idade", disse Magda Carneiro-Sampaio, professora do Departamento de Pediatria do Instituto da Criana do Hospital das Clnicas.

O projeto tambm pretende diminuir o uso de anestesia e a exposio a radiao ionizante, que pode trazer riscos como o desenvolvimento de cncer. Para isso, o Hospital adquiriu um novo aparelho de tomografia que reduz em at 70% a exposio radiao. O governo pretende que o projeto se torne modelo para o atendimento em outros hospitais do estado.

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