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Tartaruga-verde consegue equilíbrio de machos e fêmeas para reprodução

Anderson Estevan - National Geographic Brasil Online - 07/02/2012

Uma nova descoberta pode ajudar os cientistas na preservação de tartarugas. Isto por que um novo estudo publicado no periódico científico The Proceeding of the Royal Society B revela que, apesar das mudanças que afetam a quantidade de tartarugas verdes machos e fêmeas, a espécie consegue se readaptar e equilibrar novamente o número de membros de cada sexo. 

De acordo com a autora do estudo, a pesquisadora Lucy Wright, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, a temperatura do ovo durante a incubação pode determinar o sexo do filhote, ou seja,quanto mais quente for o clima, maior será o número de filhotes do sexo feminino. Com esta constatação, o aquecimento global poderia estar desequilibrando a espécie, já que o número de filhotes do sexo feminino que saem dos ovos na região norte do Chipre, área analisada na pesquisa, é bem maior. 

Mesmo comesta disparidade, quando os animais chegam a idade de acasalar, a quantidade de cada sexo se iguala. Isto ainda é um mistério para os pesquisadores.Como hipótese viável para este enigma, os cientistas creem que os animais do sexo masculino possam ter vindo de outras praias e que eles resistam mais do que as fêmeas. 

Para chegar a esta conclusão, a ecologista e sua equipe monitoraram uma tartaruga macho por satélite em várias praias de desova no Chipre, Turquia, e na África do Norte. Na área de estudo, 28 machos produziram filhotes acasalando com 20 fêmeas. Além disso, os machos acasalam com diversas fêmeas, o que melhora o sucesso reprodutivo e reduz a ameaça de procriação cossanguínea.

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