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Superbanana pode ajudar a combater desnutrição na África

Saulo Pereira Guimarães - EXAME.com - 03/07/2014

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[box-leia]Uma banana com DNA modificado pode ajudar a combater a carência de vitamina A na África. Desenvolvida por cientistas australianos, a fruta está em fase de teste nos EUA. 

A chamada superbanana contém mais betacaroteno. Presente na laranja e na cenoura, esta subtância ajuda o corpo a produzir vitamina A, nutriente importante para funções como a visão e o desenvolvimento dos ossos. 

De acordo com os cientistas, a nova fruta é capaz de aumentar em até 10 vezes o potencial da banana de estimular a produção de betacaroteno pelo corpo. Resultado de nove anos de pesquisa, o potencial da superbanana vem animando os pesquisadores. 

"Cerca de 15 a 30% da população de Uganda formada por crianças com menos de cinco anos e mulheres em idade fértil sofrem de carência de vitamina A", afirma Jack Dale, cientista da Universidade australiana de Queensland. 

UGANDA E BANANAS
De acordo com Scientific American, a fruta geneticamente modifica cairia como uma luva nos hábitos alimentares de Uganda, país localizado no leste da África. Lá, cerca de 30% das calorias ingeridas diariamente pelas pessoas vêm das bananas. 

Em média, quem vive em Uganda come de 3 a 11 bananas por dia. Em um ano, isso pode representar a ingestão de mais de 360 quilos de fruta. Até o termo usado na língua local para comida (matooke) vem de um prato feito à base de banana. 

"A banana representa para quem é de Uganda o que a batata significa para quem é da América ou o arroz representa para quem é do Leste Asiático", afirma Dale. Ou seja, a fruta é um item essencial na dieta daquele país. 

Entretanto, a superbanana ainda deve demorar um tempo até chegar às mesas de Uganda e outros lugares do mundo. Isso porque a maioria das legislações ainda não permite a liberação imediata para consumo de alimentos geneticamente modificados.

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