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Sobras de uísque podem purificar água contaminada

Vanessa Daraya - Info.com - 22/01/2014

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[box-leia]Uma cientista da Escócia criou uma forma de purificar água contaminada com arsênico com ajuda de cascas de cevada que sobraram da produção de uísque. As informações são do The Guardian.

A Dr. Leigh Cassidy, da Universidade de Aberdeen, estudava uma tecnologia para tratar industrialmente a água contaminada no Reino Unido. Foi quando pensou que a borra - gerada após a fermentação de bebidas - poderia ser perfeita para agir como fonte de limpeza.

Então, criou uma técnica capaz de comprimir esses resíduos de grãos como uma espécie de filtro. A modificação da borra feita com um ingrediente secreto foi batizada de Dram (Dispositivo para Remediação e Atenuação de Múltiplos poluentes, na sigla em inglês).

Agora, a pesquisadora trabalha com a PurifAid, empresa social com sede em Toronto (Canadá), para levar o Dram para Bangladesh. O solo do país é rico em arsênico e a escavação dos poços em busca de água potável na década de 1970 foi extremamente prejudicial para a população.

Apesar de existirem projetos de água potável no país em busca de recursos alternativos, como coleta de água da chuva e filtragem de água da superfície, muitas pessoas ainda bebem a água contaminada com arsênico.

Segundo o The Guardian, cerca de 77 milhões de pessoas correram risco de envenenamento por arsênico, apesar das centenas de milhões de dólares gastos na resolução do problema. Um em cada cinco mortes em Bangladesh são devido ao envenenamento por arsênico.

Se Bangladesh quiser usar o método criado por Cassidy, poderá usar ingredientes locais na mistura do Dram para atuar como filtro biológico que retém o arsênico. As alternativas ao uísque podem ser cascas de coco e de arroz, por exemplo.

Segundo Cassidy, o método pode remover 95% de arsênico da água contaminada dentro de cinco minutos de exposição. O Dram deve custar 10 dólares e filtrar 1 mil litros por hora.