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Contradição

Sandy põe Romney em 'saia justa' ambiental

Vanessa Barbosa - Exame.com - 05/11/2012

Mitt Romney se meteu numa tremenda saia justa após a passagem de Sandy pelos Estados Unidos. Antes da tempestade, o candidato republicano à Casa Branca se dizia contrário à existência de um centro nacional de combate e resposta aos desastres naturais no país.

 

Em contrapartida, defendia que cada estado fizesse seu próprio plano de prevenção. "Sempre que se tem a oportunidade de tirar algo do governo federal e passar para as mãos dos estados, esse é o caminho certo", afirmou Romney durante um debate na CNN em junho de 2011 (veja no vídeo abaixo). "E se você puder ir além, repassando a responsabilidade para o setor privado, é ainda melhor", arrematou.

Ao que tudo indica, a crítica - endereçada aos esforços nacionais de prevenção à desastre natural, o que inclui o Fema (Federal Emergency Management Agency ), órgão federal de gerenciamento de emergências dos EUA - não se sustentou diante dos ventos furiosos da tempestade, que matou mais de 80 pessoas e deixou outras 8 milhões no escuro no país.

Agora, a poucos dias das eleições, na próxima terça-feira (6), Romney muda o tom. Nesta quarta, o republicano manifestou reconhecimento ao trabalho exercido pelo FEMA, considerando ainda uma injeção de recursos no órgão de emergências. "Acredito que o FEMA tem um papel fundamental de articulação com estados e municípios na prevenção e resposta de desastres naturais", disse Romney, conforme relata a agência AP.

"Como presidente, vou garantir que o órgão tenha os fundos de que precisa para cumprir da melhor forma sua missão, e ao mesmo tempo, dirigir o máximo de recursos para os socorristas que trabalham incansavelmente para ajudar aqueles em necessidade, porque estados e municípios estão na melhor posição para ajudar as vítimas de um desastre natural", completou.

A mudança de postura, inevitavelmente, foi alvo do escrutínio da imprensa especializada do país. "Naturalmente, Romney não reconheceu que mudou de oposição, ele só mudou", escreveu o editor do New York Times, Andrew Rosenthal, em sua coluna no jornal, sintetizando em seguida: Como de costume não há como dizer qual a posição que representa as crenças autênticas de Romney, ou se ele tem crenças autênticas - ou, mais crucial, qual posição o Presidente Romney iria tomar".

 

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