Notícias
vai faltar luz?

Risco de racionamento elétrico ainda é elevado, apesar das chuvas

Bianca Alvarenga - Veja.com - 19/03/2015

[img1][box-leia]Apesar do aumento no volume das chuvas, a possibilidade de um racionamento de energia no segundo semestre ainda segue viva e assombrando o governo federal. No último dia 4, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão subordinado ao Ministério de Minas e Energia, estimou o risco de racionamento em 6,1%. O nível de segurança é de 5% - qualquer valor acima disso indica a possibilidade de colapsos no setor elétrico. Embora o risco ainda ultrapasse o padrão de normalidade, a notícia foi vista com otimismo pelo governo. No início de fevereiro, quando os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste chegaram a 16,8%, o risco de racionamento foi calculado em 7,3%, valor considerado altíssimo.

O Operador Nacional do Sitema Elétrico (ONS) garante que, se o nível médio dos reservatórios das usinas das regiões Sudeste e Centro-Oeste chegar a 35% no final de abril, será possível sobreviver ao período seco e chegar a novembro com 10% de volume de água, o suficiente para garantir a atividade mínima operacional das hidrelétricas. Atualmente, os reservatórios da região acumulam 23,9% do volume total armazenado.

Um estudo da consultoria Thymos, elaborado com os dados do próprio ONS, mostra que, na verdade, o racionamento só será evitado ainda neste ano se chover pelo menos 90% da média histórica até novembro. Vale lembrar que, em pleno período úmido de 2015, a média de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, não chegou a 60%.

Entidades do setor criticam a inabilidade do governo em tomar providências para administrar a crise. O problema é que, com a turbulência na política, a presidente Dilma Rousseff teme que um racionamento acenda ainda mais a insatisfação popular. Dilma chegou a vetar uma campanha de redução do consumo de energia, que seria veiculada na TV e rádio, por considerar que frases como "desligue o ar condicionado" fossem alarmar a população e aproximar o cenário atual à crise energética de 2001. As peças publicitárias tiveram que ser refeitas em tons mais "suaves", e começaram a ser transmitidas no início deste mês.

Além da campanha, um aumento médio de 23,4% nas contas de luz foi começou a valer no início de fevereiro. Somado ao custo das bandeiras tarifárias, vigentes desde janeiro, o acréscimo foi de 32%. Em algumas cidades da região Sul, o tarifaço chegou a 48%.As distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tiveram reajustes proporcionalmente maiores que as do Nordeste e Norte porque, além de demandarem mais energia, também são as únicas que recebem luz gerada em Itaipu. A maior hidrelétrica brasileira produziu cerca de 10% menos energia no ano passado e suas tarifas, negociadas em dólar, ficaram mais altas por causa da desvalorização do real.

Leia a reportagem completa no site da Veja.com.

comments powered by Disqus
Tags: