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Divulgação Reforma do Mineirão emprega detentos e analfabetos
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Reforma do Mineirão emprega detentos e analfabetos

Débora Spitzcovsky - Planeta Sustentável - 10/01/2012

A reforma do Estádio Governador Magalhães Pinto, em Minas Gerais - mais conhecido como Mineirão - está prevista para terminar em 21/12 deste ano e segue cumprindo os padrões de sustentabilidade definidos pela ONG GBC - Green Building Council para o setor da construção civil. A intenção do governo mineiro é receber a certificação Leed de construção sustentável na obra de modernização do estádio para que ele seja homologado pela Fifa - Federação Internacional de Futebol para sediar a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil (saiba mais em: Estádios da Fifa deverão ser sustentáveis). 

Para isso, além de levar em conta aspectos da sustentabilidade ambiental e cultural durante a obra e, também, a vida útil do estádio (saiba mais em: Mineirão sofre reforma verde e Reforma do Mineirão segue padrões de sustentabilidade), o governo de Minas Gerais está adotando práticas que privilegiam o setor social. 

Parte dos 1.500 operários contratados para trabalhar na obra de reforma do estádio são detentos e analfabetos de todas as idades, que buscam a reinserção no mercado de trabalho. Além de cursos de capacitação profissional, o governo está oferecendo a todos esses trabalhadores curso de alfabetização, que acontece dentro do próprio Mineirão. 

"Além de haver o compromisso ambiental, a reforma de um estádio é uma obra social. Dar ao operário uma possibilidade de se educar ou ao detento a chance de ter uma vida digna é uma contribuição que não tem preço", diz Sergio Barroso, da Secopa - Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de Minas Gerias, que está otimista para a obtenção do Certificado Leed - Nova Construção e Renovação Principal, conferido a projetos de reconstrução, por conta da reforma do Mineirão.

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