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sustentabilidade e energia

R$ 300 milhões em pesquisa no IPT

Redação - Agência Fapesp - 04/07/2011

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado ao governo do Estado de São Paulo, comemorou 112 anos anunciando a marca histórica de R$ 300 milhões destinados a investimentos em desenvolvimento de tecnologias.

Etanol de bagaço de cana-de-açúcar, aviões com fuselagem de fibra de carbono, produção de silício com nível de pureza apropriado para a aplicação em células fotovoltaicas usadas na captação de energia solar e métodos de recuperação de solos contaminados são exemplos de pesquisas que representam desafios em campos do conhecimento nos quais ainda não há pleno domínio técnico no país.

Neste ano, o IPT já está operando alguns dos equipamentos e instalações viabilizadas pelo programa de modernização que começou a ser executado em 2008. Parte da nova infraestrutura de pesquisa foi adquirida com apoio da FAPESP.

Um dos novos recursos é o microscópio eletrônico de varredura, conhecido como MEV-FEG, que pode ampliar uma imagem em até 300 mil vezes e é utilizado em projetos de nanotecnologia. O IPT desenvolve também o projeto de uma planta piloto de gaseificação de bagaço de cana, que será instalada em Piracicaba, em área de 80 mil metros quadrados.

O Laboratório de Estruturas Leves do instituto terá papel estratégico para o desenvolvimento de novos materiais para a aeronáutica, automobilística e outros ramos da indústria. O laboratório está sendo instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

O IPT abrigará o mais moderno centro de pesquisas em bionanomanufatura do Brasil. Será um prédio de 8 mil metros quadrados para estudo de biotecnologia (desenvolvimento com organismos vivos), tecnologia de partículas (microencapsulação de componentes químicos e terapia medicinal, como em cosméticos), micromanufatura de equipamentos e metrologia.

O novo laboratório de Ensaios Pesados do IPT atuará a partir de 2011 no suporte técnico, principalmente à Petrobras, para a exploração e produção de petróleo do pré-sal. O laboratório realizará testes de fadiga de longa duração em estruturas e equipamentos de grande porte, que são aplicados como elementos de ancoragem de plataformas.

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