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Programa identifica resíduos dos portos do Nordeste

Marina Franco - Planeta Sustentável - 17/02/2012

O Programa Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos, realizado pela Secretaria Especial dos Portos e pelo PPE - Programa de Planejamento Energético da COPPE , Instituto de Pós-Graduação da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, começa a ser implementado nos portos do Norte e Nordeste do país.

Com o objetivo de identificar o lixo gerado em 22 portos do país, além de propor soluções para coleta e gestão dos resíduos deixados pela operação portuária, o programa começou atuando nos portos do Rio de Janeiro e Itaguaí (RJ), no ano passado.

No último dia 6, foi realizada a primeira reunião em porto nordestino, no Porto de Fortaleza. Desde então o programa também fez seus primeiros contatos com os portos de Recife, Suape, Cabedelo (PB) e Maceió. Os seguintes serão: Porto de Vila do Conde e Porto de Belém/PA; Porto de Itaqui/MA; Porto de Salvador, Porto de Aratu e Porto de Ilhéus/BA; Porto de Vitória/ES; Porto do Rio de Janeiro e Porto de Itaguaí/RJ; Porto de São Sebastião e Porto de Santos/SP; Porto de São Francisco do Sul, Porto de Itajaí e Porto de Imbituba/SC; Porto de Paranaguá/PR e Porto de Rio Grande/RS. Espera-se que, até abril, todos os 22 portos terão iniciado seus trabalhos.

Para fazer o levantamento, os pesquisadores do PPE farão uma apresentação do programa e treinarão equipes de profissionais locais para realizar a coleta. Para isso, contarão com uma Rede de Competências que está sendo estabelecida entre universidades federais, institutos de pesquisas e consultorias especializadas.

A partir dos dados coletados, serão gerados indicadores de cada porto. Haverá três tipos de diagnóstico:
- resíduos sólidos gerados por navios, pela operação portuária e pelos escritórios situados no porto;
- efluentes líquidos, que também são gerados por operações de bordo, portuárias e administrativas, incluindo esgoto e óleo combustível, e
- fauna sinantrópica, que são animais que se adaptaram e vivem junto ao homem, e fauna sinantrópica nociva, espécies que interagem de forma negativa, como os pombos e ratos que representam riscos à saúde pública.

De acordo com o coordenador do PPE, Marcos Freitas, parte do lixo coletado poderá ser transformado em energia. O Programa Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos tem recursos de R$ 16 milhões e está contemplado nas ações do PAC 2.

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