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Produtores de soja renovam compromisso com desmatamento zero na Amazônia

Suzana Camargo - Planeta Sustentável - 26/11/2014

[img1][box-leia]O Grupo de Trabalho da Moratória da Soja (GTS), do qual fazem parte indústria, sociedade civil e governo, anunciou esta semana, após reunião em Brasília, que irá estender até 31 de maio de 2016 o Acordo de Moratória da Soja.

O compromisso, firmado há sete anos, estipula que todos estes setores não comercializem, adquiram ou financiem soja proveniente de áreas de desmatamento na Amazônia. Concebido inicialmente para ter duração de dois anos, o pacto vem sendo renovado anualmente e reconhecido como uma excelente ferramenta para evitar o desmatamento no bioma amazônico.

O novo acordo, assinado esta semana, incorpora também aspectos do novo Código Florestal, entre eles, a que seja vetada a comercialização da soja vinda de áreas de plantio desflorestadas após julho de 2008. O anúncio acontece num momento oportuno, já que com o aumento do preço da commodity no mercado internacional, alguns produtores do país quebraram o compromisso, operando fora do acordo.

Segundo mapeamento realizado pelo GTS, desde o início da moratória, cerca de 47 mil hectares de soja foram plantados na Amazônia em "desacordo" com o que foi pactuado. Isso representa 0,9% do total desmatado e 1,6% da área cultivada com o grão.

 

O movimento acredita que a experiência bem sucedida com a moratória da soja na Amazônia pode ser replicada em outros setores da agricultura. Além disso, espera-se que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) seja uma ferramenta a mais no monitoramento das atividades das propriedades rurais brasileiras.

Todavia, segundo o WWF-Brasil, apenas 10% dos proprietários rurais já estão no sistema oficial do governo. O Código Florestal firmou prazo de até maio de 2015, com prorrogação máxima até maio de 2016, para que o CAR seja realizado.

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