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Polvos e lulas conseguem ″enxergar″ usando a pele

Gabriel Garcia - INFO - 26/05/2015

[img1][box-leia] A classe dos cefalópodes é conhecida pela capacidade de se camuflar no ambiente. Os polvos, por exemplo, podem mimetizar a cor e textura de uma pedra ou um coral. Acreditava-se que essa capacidade devia-se principalmente aos grandes e poderosos olhos desses animais.

Mas dois novos estudos mostram que proteínas encontradas nos olhos desses animais também estão presentes na pele dos cefalópodes, permitindo que eles detectem diferentes tipos de luz sem a interferência do cérebro nesse processo.

A pesquisa, publicada no Journal of Experimental Biology, investiga como as estruturas celulares conhecidas como cromatóforos interagem com a luz. Além de controlar a cor da pele, os cromatóforos também conseguem se expandir, mudando a cor do animal.

Os pesquisadores conseguiram provar que os cromatóforos respondem diretamente à luz ao fazer biópsias da pele de polvos e lulas e expor essas amostras a diferentes comprimentos de onda de luz.

Os cromatóforos nas amostras de pele registraram maior expansão quando expostos à luz azul, o mesmo tipo de luz que as opsinas (as proteínas dos olhos que detectam pigmentos) se comportam melhor.

Então, a equipe de cientistas testou a pele para a presença de genes da opsina e descobriu que as terminações nervosas na pele produz a proteína necessária para a detecção de luz.

As descobertas são importantes porque até agora se acreditava que os cefalópodes não enxergavam cores, o que tornava inexplicável a capacidade deles mimetizarem seu ambiente.

Uma pesquisa publicada em 1970 mostrava que apesar dos polvos conseguirem distinguir entre cores claras e escuras, eles eram incapazes de reconhecer diferentes nuances.

Fonte: The Journal of Experimental Biology

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