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Poluição do ar em São Paulo seria 30% maior sem metrô

Fernanda Cruz - Agência Brasil - 10/06/2013

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[box-leia]O ar na capital paulista seria, em média, 30% mais poluído caso o metrô, que transporta diariamente 4 milhões de passageiros, não existisse. O resultado faz parte de uma simulação feita pela Unifesp - Universidade Federal de São Paulo que mostra aumento nas concentrações dos poluentes no ar, principalmente de material particulado.

Responsável pela pesquisa, a professora do Departamento de Ciências Exatas e da Terra da Unifesp Simone Georges Miraglia explica que esse percentual foi obtido em determinadas condições meteorológicas, que podem variar conforme o dia.

A pesquisa, intitulada "Os Efeitos Positivos em Saúde devido ao Transporte Urbano sobre Trilhos - Estudo de Caso para São Paulo", foi apresentada durante workshop promovido na última sexta feira,7, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP - Universidade de São Paulo. Foram divulgados também estudos envolvendo os impactos da existência do metrô na capital paulista sob vários aspectos, como economia, acessibilidade e saúde.

De acordo com Simone, a análise, feita durante a década de 2000, comparou a qualidade do ar nos dias em que o metrô funcionou normalmente, com as datas em que o transporte foi afetado por greves, ocorridas em 2003 e 2006. "O serviço do metrô leva a uma não emissão de poluentes significativa", destacou a pesquisadora.

Os levantamentos usaram as medições de qualidade do ar fornecidos pela Cetesb - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, além de dados do PRO-AIM - Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo.

Simone explica que, nos dias em que a cidade fica sem o metrô, há aumento considerável nos atedimentos em prontos-socorros e nas internações hospitalares. "Em qualquer evento em que a gente tem aumento das concentrações de poluentes atmosféricos, existem diversos efeitos indesejáveis na saúde, entre eles, aumento da incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares e problemas oftalmológicos", explica. Segundo ela, o município também registra elevação do nível de mortalidade, em decorrência de complicações das doenças que pioram com poluição do ar.