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CAMPANHA

Pnuma e FAO contra o desperdício de alimentos

Paula Bezerra - Planeta Sustentável - 22/01/2013

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[box-leia]Estima-se que cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos próprios para consumo são desperdiçados por ano no mundo todo. A fim de conscientizar a população a respeito desta situação alarmante e estimular novas atitudes em todo o planeta, o Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação lançaram, hoje (22), a campanha global Pensar, Comer, Preservar. Diga não ao desperdício*.

“Assim, serão distribuídas cartilhas com informações sobre o desperdício de alimentos e melhores alternativas para seu uso, em supermercados, cadeias hoteleiras, escolas, universidades, clubes, prefeituras e empresas. A linguagem é de fácil compreensão para atingir diferentes públicos - crianças, jovens, adultos, estudantes, acadêmicos, políticos, CEOs de grandes empresas, líderes nacionais e mundiais, entre outros – e engajá-los na causa.

 

O diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, diz que a proposta central da ação é revelar a situação atual da produção alimentar; as implicações no meio ambiente e apresentar modelos bem sucedidos para tentar reduzir essa perda. "Em um mundo com sete bilhões de pessoas - que, até 2050, deve chegar a nove bilhões -, o desperdício de alimentos não faz sentido, seja do ponto de vista econômico, ambiental ou ético", aponta Steiner.

Ele ressalta, ainda, que recursos importantes para o planeta como a água, terras cultiváveis, insumos agrícolas e tempo de trabalho, são descartados incorretamente devido ao mau aproveitamento dos alimentos, sem contar a criação de gases de efeito estufa, por causa da comida em decomposição e do transporte utilizado.

De acordo com análise da FAO, 95% da perda dos alimentos nos países em desenvolvimento ocorre nos estágios iniciais da produção, principalmente pelas limitações financeiras e técnicas. Dificuldades de armazenamento, infraestrutura e transporte também são fatores que promovem esse desperdício.

Já nos países desenvolvidos, o descarte é mais significativo no fim da produção. Em mercados e pontos de venda, grandes quantidades de comida são jogadas no lixo por sua aparência e expiração das datas adequadas de consumo. No mundo dos consumidores, a má utilização está relacionada à aquisição em quantidades superiores às necessárias, e no preparo de grandes porções.

O diretor geral da FAO, José Graziano da Silva, destaca que o desperdício de alimentos pode ser evitado se maus hábitos forem transformados. "Se as perdas durante a colheita, estocagem e transporte de alimentos forem reduzidas, e se fizermos alterações profundas na maneira que as pessoas compram comida, poderemos ter um mundo mais saudável e sem fome", explica Graziano.

A campanha Pensar, Comer, Preservar. Diga não ao desperdício - que pode ser acompanhada pelo site oficial - é resultado direto da conferência Rio+20. Nela, chefes de Estado aprovaram o lançamento de uma série de iniciativas para promover a produção e o consumo sustentável, pela necessidade de alimentar a população global em crescimento e reduzir o impacto ambiental (Saiba mais sobre a conferência no blog Rio+20).

*Pnuma
*FAO

*Pensar, Comer, Preservar. Diga não ao desperdício é coordenada pela SaveFood Initiative, da FAO, e Desafio Fome Zero, do Secretário-Geral da ONU, e conta com parceria da WRAP UK, Feeding the 5000 e outras organizações.

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