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Pesquisadores avaliam potencial de produção de bioenergia na África

Elton Alisson - Agência Brasil - 21/03/2014

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[box-leia]Um grupo de pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos e da Holanda, além de representantes de instituições voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do continente africano, vai se reunir, entre 1 e 5 de abril, na África do Sul e em Moçambique para discutir o potencial de produção de etanol de cana-de-açúcar nas duas nações africanas, durante o evento Bioenergy in Africa Workshop.

O encontro faz parte das atividades do Projeto Temático "Contribuição de produção de bioenergia pela América Latina, Caribe e África ao projeto GSB-Lacaf-Cana-I", desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

O projeto é realizado em colaboração. Do lado brasileiro, participam pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), com o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio) e a empresa de consultoria Agroicone.

Também integram o projeto pesquisadores do Dartmouth College, da Penn State University, da University of Minnesota e do Oak Ridge National Laboratory, todos dos Estados Unidos, além do Imperial College London, do Reino Unido, da Stelllenbosch University, da África do Sul, e da Universidade Técnica de Moçambique.

Iniciado em 2013, o Bioenergy Contribution of Latin America & Caribbean and Africa to the Global Sustainable Bioenergy Project (Lacaf-Cana) tem o objetivo de analisar as possibilidades de produção de etanol de cana-de-açúcar na Colômbia, na Guatemala, em Moçambique e na África do Sul.

A iniciativa representa um contribuição brasileira ao projeto Global Sustainable Bionergy (GSB), iniciado em 2009 por um grupo de cientistas, engenheiros, agências governamentais e representantes do setor industrial, com a meta de incentivar o desenvolvimento sustentável dos biocombustíveis e analisar a possibilidade de substituir 25% da energia usada hoje no planeta por bioenergia.

"Nos encontros, na África do Sul e em Moçambique, discutiremos questões relacionadas a um estudo que iniciamos para determinar o potencial de produção de etanol de cana-de-açúcar nesses dois países, especificamente", disse Luís Augusto Barbosa Cortez, professor da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) e pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp, à Agência FAPESP.

De acordo com Cortez, durante o estudo será realizado um diagnóstico da produção de biomassa na África do Sul e em Moçambique e da situação energética dos dois países africanos, detalhando as restrições em termos de uso da terra para a produção de bioenergia.

Também será avaliado o modelo de produção de etanol de cana-de-açúcar que poderá ser adotado pelos dois países - se em pequena ou larga escala, por exemplo.

"O estudo está em um estágio preliminar. Estamos na fase de coleta de informações e formação de equipes de pesquisadores para avançarmos no diagnóstico dos problemas", afirmou Cortez, que é membro do comitê executivo do GSB e coordenador adjunto de Programas Especiais da FAPESP.

Saiba mais no site da Agência Fapesp.

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