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água limpa

Estudo aprimora índice de monitoramento da água de rios

Paula Bezerra - Planeta Sustentável - 08/02/2013


[box-leia]Pesquisa desenvolvida em sete rios do estado de São Paulo pela Faculdade de Saúde Pública da USP apontou que apenas dois apresentam águas consideradas de boa qualidade. O estudo foi baseado na presença do fitoplâncton - composto por algas e cianobactérias -, um dos indicadores utilizados pela Cetesb - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo para monitorar a qualidade da água.

Para realizar o monitoramento, os pesquisadores modificaram e aprimoraram o ICF - Índice de Comunidade Fitoplantônica, para torna-lo mais preciso em relação a outros sistemas de avaliação. Neste modelo, quando os rios estão degradados, as cargas orgânicas e concentrações de nitrogênio e fósforo são elevadas, fazendo com que apenas os grupos mais resistentes de fitoplâncton se desenvolvam. Essa dinâmica indica o comprometimento da qualidade da água.

O estudo também adaptou para rios a metodologia utilizada para a verificação do ICF em reservatórios de água - pois a quantidade de organismos existentes em rios tende a ser menor - e ampliou os critérios de avaliação para cinco níveis: excelente, boa, regular, ruim e péssima.

Entre os rios estudados estão Sorocamirim - próximo a São Roque e Atibaia - e o Piracicaba. A pior qualidade de água verificada foi a do rio Piracicaba, que teve como ponto de coleta o rio Água do Norte, em Marília, e o Jundiaí-Mirim.

Ainda, segundo o estudo, alguns grupos de cianobactérias presentes no fitoplâncton podem produzir toxinas ofensivas à saúde humana caso a água seja consumida. Para pesquisadores, medir os índices de qualidade da água contribui para a compreensão dos dados de monitoramento, além de auxiliar na elaboração de planos de prevenção e controle de qualidade.

(Com Agência USP)


Foto: Al_HikesAZ / Creative Commons

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