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ONU deverá conduzir Ban Ki-moon a um segundo mandato

Renata Giraldi - Edição: Talita Cavalcante - Agência Brasil - 21/06/2011

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) deverá hoje (21) reconduzir o atual secretário-geral, o sul-coreano Ban Ki-moon, de 66 anos, para um segundo mandato de cinco anos. A sinalização em favor de Ban Ki-moon foi dada na semana passada, quando ele estava em Brasília, e o Conselho de Segurança referendou seu nome para ser mantido na função.

A Assembleia Geral da ONU, formada por representantes de 192 países, deverá aprovar hoje a decisão de um segundo mandato para o atual secretário. Ele é candidato único. Na última semana, Ban Ki-moon concluiu uma série de viagens à América Latina - Colômbia, Argentina, Uruguai e Brasil.

Na passagem pelo Brasil, Ban Ki-moon defendeu mais participação dos países em desenvolvimento tanto nas Nações Unidas quanto nas agências e organizações que integram o órgão. Também demonstrou ser favorável à ampliação de assentos no Conselho de Segurança, mas evitou apoiar a candidatura do Brasil.

Nos cinco anos que está à frente da ONU, Ban Ki-moon enfrentou momentos de tensão, como a polêmica envolvendo o programa nuclear do Irã e as crises nos países do Norte da África e Oriente Médio - Tunísia, Egito, Líbia e Síria, entre outros. O atual secretário-geral é o oitavo das Nações Unidas e o segundo asiático. 

Tradicionalmente, os secretários-gerais da ONU são reconduzidos para um segundo mandato. A exceção foi o egípcio Boutros Boutros-Ghali (1992-1997) cuja recandidatura foi vetada pelos Estados Unidos. Não há limitação formal ao número de mandatos, mas em geral são dez anos no cargo.

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