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Novas espécies são descobertas na Antártica

Marina Franco - Planeta Sustentável - 05/01/2011

Uma equipe de cientistas liderada por Alex Rogers, da Universidade de Oxford, encontrou no mar de Scotia, entre a América do Sul e a Antártica, espécies de anêmonas, estrelas-do-mar, moluscos e caranguejos que parecem ser novas. Os animais foram descobertos perto de chaminés vulcânicas, a 2.500 metros de profundidade.

A discrição do ambiente com atividade vulcânica, que chega a abrigar 600 caranguejos por metro quadrado, foi publicada em artigo na revista PLoS Biology. Os dados preliminares já indicam que a região tem espécies superexoticas e diversificadas e é rica em endemismo (ocorrência de espécie em um único lugar). Os cientistas acreditam que a comunidade do mar de Scotia tenha trajetória evolutiva própria, separada da de outras regiões oceânicas.

Apesar de a área ser gelada, a sobrevivência da biodiversidade se explica pela presença do sulfeto de hidrogênio, gás liberado pelas profundezas da Terra, junto com outros compostos químicos. Eles sustentam bactérias especializadas que ficam perto das chaminés e que, por sua vez, sustentam as espécies dessas regiões. As bactérias, abrigadas nos organismos dos animais ou em cima de seus corpos, produzem alimento enquanto ganham proteção contra predadores.

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