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Nova lei em Indiana, nos Estados Unidos, inflama debate sobre discriminação contra LGBT

Suzana Camargo - Planeta Sustentável - 31/03/2015

[img1][box-leia]Os Estados Unidos estão em polvorosa. Uma lei aprovada recentemente (26/03) no estado americano de Indiana, permite que lojas e empresas neguem atendimento para pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), caso o comportamento destas seja ofensivo à crença religiosa dos proprietários destes locais.

A lei, chamada de Religious Freedom Restoration Act (Ato de Restauração da Liberdade Religiosa, em tradução livre), foi assinada pelo governador republicano Mike Pence, que afirmou não ver nada de discriminatório na iniciativa.

A declaração de Pence e a nova lei religiosa de Indiana acenderam um debate acalorado no país. Governadores e prefeitos de diversos estados e cidades americanos vieram a público repudiar o ato aprovado. Vários deles proibiram viagens de servidores do governo para Indiana como forma de protesto.

Bill de Blasio, prefeito de Nova York, escreveu em seu Twitter. “Em NY, o direito de todos os cidadãos é protegido, incluindo nossos residentes LGBT. A lei anti-igualdade de Indiana é vergonhosa”.

Muitas celebridades também se juntaram aos protestos, entre elas, a atriz e apresentadora Ellen DeGeneres, os cantores MC Hammer, Cher, Miley Cyrus e o ator Ashton Kutcher. Empresas como Gap, Twitter, Yelp, Subaru e Apple, além de várias universidades americanas, também se declararam contra a lei discriminatória.

Hoje (31/03), intimidado com a repercussão nacional que o caso teve, o governador Mike Pence fez um pronunciamento afirmando que até o fim desta semana o texto da lei será revisado para que fique mais claro que não dá o direito a ninguém de discriminar gays e lésbicas. Segundo ele, houve um problema de “percepção” da lei e uma “cobertura irresponsável da mídia”.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, outros 20 estados americanos já aprovaram leis similares, que ao defender direitos religiosos, acabam promovendo o preconceito e a discriminação sexual.

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