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Nível do Sistema Cantareira, enfim, para de cair

Redação - Veja Online - 04/11/2014

[img1][box-leia]As chuvas que caíram sobre o Sistema Cantareira na segunda-feira (03/11) ajudaram a, finalmente, frear a queda da capacidade do manancial, que desde 27 de setembro caía diariamente.

O volume de chuva, contudo, ainda não foi suficiente para elevar o nível do sistema, que amanheceu estável em 11,9% da capacidade (lembrando que este percentual faz parte já do segundo volume morto). Responsável pelo abastecimento de cerca de 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, o Cantareira enfrenta a pior seca dos últimos 84 anos.

A chuva que chegou ao Estado de São Paulo no sábado deve permanecer pelos próximos dias. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para a quarta-feira (05/11) é de chuva moderada a forte, descargas elétricas e rajadas de vento em áreas isoladas no Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul e Região Serrana do Rio de Janeiro, Zona da Mata e sul de Minas Gerais.

Além dessas condições, também poderá ocorrer acumulado significativo de chuva no leste e sudeste de São Paulo.

A notícia traz alívio ante a forte estiagem que o Estado de São Paulo vem sofrendo. Para amenizar os baixos índices pluviométricos do mês de setembro, o acúmulo de chuva precisa ser significativo e as precipitações precisam acontecer nos lugares certos, nas cabeceiras dos reservatórios. As represas de Jaguari e Jacareí, por exemplo, estão localizadas no sul de Minas e devem receber chuvas neste fim de semana.

De acordo com o Inmet, o atual quadro de chuvas favorece o acúmulo de água nos reservatórios. Mas apenas uma enxurrada não ameniza o problema: 70% da água da chuva que cai sobre os reservatórios evaporam, 20% são absorvidos pela vegetação e pelo solo secos e apenas 10% ficam retidos nos mananciais.

Na tentativa de encontrar uma solução para a crise hídrica que atinge São Paulo desde o início do ano, o governo já estuda utilizar máquinas que "fabricam" água. O inventor do aparelho, Pedro Ricardo Paulino, afirma que a máquina produz água a partir da umidade do ar.

Paulino propôs nesta segunda-feira ao governo de São Paulo a instalação, em larga escala, da engenhoca nas marginais dos rios Tietê e Pinheiros, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira (04/11).

O engenheiro mecatrônico apresentou sua proposta durante reunião com representantes da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos. O local para a possível instalação foi escolhido pelo maior índice de umidade, que varia entre 50% e 90%. De acordo com ele, este projeto será o maior do mundo, se for aceito – ainda sem estimativa de custo, no entanto.

Segundo o jornal, o preço das máquinas varia de acordo com a quantidade de água produzida. Um equipamento que produz 30 litros de água por dia custa 7.000 reais. Já um que consegue produzir 5.000 litros de água por dia chega a custar 350.000 reais.

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