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Divulgação Krithi K. Karanth, que recebeu a bolsa científica de número 10 mil da NG Society
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NG Society concede 10.000ª bolsa de estudos

Anderson Estevan - National Geographic Brasil Online - 09/12/2011

A National Geographic Society vai conceder a sua bolsa científica de número 10 mil à bióloga conservacionista indiana Krithi K. Karanth, de 32 anos, que pretende investigar a relação entre os conflitos da população local e mudanças no ambiente com o declínio de espécies animais em cinco parques de Western Ghats, na Índia.

A vida selvagem da Índia tem diminuído ao longo do século. Populações selvagens do país, como de elefantes, porcos selvagens, leopardos e tigres têm sido ameaçadas pela destruição do habitat, esgotamento de presas, caça furtiva e o comércio de vida selvagem global.

Com métodos de campo que incluem milhares de pesquisas domiciliares, entrevistas e exercícios de mapeamento, a pesquisa tem o objetivo de descobrir até onde a intervenção humana está prejudicando e interferindo na preservação destas espécies. "Os declínios de espécies são dramáticos, generalizados e recentes", disse Karanth. "Eu gostaria de ter visto o país em 1800, com todas as espécies de animais selvagens sem riscos. Em muitas partes da Índia, há tolerância humana para algumas espécies e é por isso que elas ainda persistem, apesar das rápidas mudanças no uso do solo e altas densidades de pessoas. Esta tolerância deve ser aproveitada".

Desde o seu nascimento, em 1888, a National Geographic Society incentiva a exploração e o mapeamento do mundo. Em 1890, a organização passou a financiar estudos em todos os cantos da Terra, revelando novas culturas e lugares.A primeira expedição foi uma tentativa frustrada de mapear uma região inexplorada do monte St. Elias, no Canadá. Mesmo sem completar a missão, os pesquisadores voltaram com novos conhecimentos científicos, incluindo a descoberta do monte Logan, o pico mais alto do país.

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