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Nariz eletrônico identifica madeiras e combate desmatamento ilegal

Elton Alisson - Agência Fapesp - 28/01/2015

[img1][box-leia] Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) construíram "narizes eletrônicos" capazes de identificar e classificar - pelo odor - diferentes tipos de madeira e de plástico e de detectar precocemente a contaminação de laranja por fungos.

Alguns dos dispositivos foram desenvolvidos por meio do projeto "Novos polímeros conjugados para células solares e narizes eletrônicos", realizado com apoio da FAPESP. "A tecnologia é muito simples, barata e tem diversas aplicações", disse Jonas Gruber, professor do IQ-USP e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

Os "narizes" são formados por um conjunto de sensores de gases que mudam a condutividade elétrica de alguns dos materiais de que são feitos (entre eles, polímeros condutores, um tipo de plástico), na medida em que interagem com vapores de substâncias voláteis, como aminas, álcoois, cetonas e compostos aromáticos. (...)

IDENTIFICAÇÃO DA MADEIRA
Um desses dispositivos foi desenvolvido para identificar e classificar diferentes tipos de madeira. A ideia é que ele possa ser utilizado em ações de fiscalização e combate à extração ilegal de madeira de espécies de árvores ameaçadas de extinção nas florestas tropicais brasileiras.

Muitas vezes é difícil distinguir madeiras cuja exploração é proibida, como o mogno (Swietenia macrophylla), de outras semelhantes, como o cedro (Cedrela odorata), cuja exploração é permitida. Como as duas espécies são semelhantes, o mogno acaba sendo extraído e vendido como cedro, explicou Gruber.

"Ao olhar as árvores do mogno e do cedro é possível diferenciá-las. Mas, depois de cortadas, só se consegue diferenciá-las por meio de análises histológicas [dos tecidos vegetais] feitas em laboratório por um botânico", disse.

O nariz eletrônico facilita o trabalho de identificação desses e de outros tipos de madeira - como imbuia (Ocotea porosa) e canela-preta (Ocotea catharinensis). É preciso apenas raspar um pedaço do tronco para que ele libere compostos voláteis que são identificados em menos de um minuto pelo conjunto de sensores.

"Como o cedro e o mogno são espécies diferentes e pertencem a gêneros distintos, o nariz eletrônico é capaz de identificá-los com 100% de acerto", disse o pesquisador. "Já no caso da canela e da imbuia - madeiras de espécies diferentes, mas que pertencem a um mesmo gênero -, a dificuldade é um pouco maior. Mesmo assim, o índice de acerto é de 95%."


Leia a notícia completa na Agência Fapesp.

 

 

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