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Movimento reinvindica mobilidade e redução de combustíveis em SP

Elaine Patricia Cruz - Edição: Lana Cristina - Agência Brasil - 26/09/2011

Manifestação para exigir políticas públicas voltadas para a mobilidade urbana e a sustentabilidade reuniu sábado (24), na Avenida Paulista, sob muito frio e garoa, cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar. A organização do movimento esperava reunir mil pessoas até o final da caminhada. O ato é uma iniciativa da Moving Planet, uma ação global que tem o objetivo de promover discussões sobre o uso e dependência dos combustíveis fósseis e exigir soluções climáticas das autoridades de todo o mundo.

Segundo os organizadores, o Moving Planet foi realizado em 18 estados e também no Distrito Federal. Em São Paulo, a pressão é pela elaboração de um plano municipal de mobilidade e transportes sustentáveis. Em 2010, uma proposta do plano foi apresentada à prefeitura, solicitando a inclusão de R$ 15 milhões no orçamento municipal para a realização de estudos e debates para a elaboração de um projeto estrutural de transporte público para cidade.

"Se ele [plano] não for feito até o final do ano, [os R$ 15 milhões] voltam para o Orçamento para discussão no ano que vem. Estamos demandando um plano de mobilidade que contemple transporte 24 horas para as pessoas poderem deixar seus carros em casa, uma boa rede de transporte público e tarifas mais justas", disse Juliana Russar, coordenadora da 350.org no Brasil, uma organização que pretende construir um movimento global de bases para resolver a crise climática. O nome 350 se deve ao número que alguns cientistas dizem ser o limite máximo de segurança para a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.

Segundo o coordenador de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, Marco Nordi, os R$ 15 milhões precisam ser utilizados até o final deste ano. "Por isso, estamos preocupados. Já estamos em setembro e nada foi feito. Não queremos entrar em 2012 discutindo isso. Queremos já preparar esse plano." Para Nordi, São Paulo precisa diminuir o uso de automóvel, readequando as linhas de ônibus e interligando-as às linhas de metrô.

A manifestação teve início por volta das 15h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Segurando faixas e caminhando pela avenida, pedalando ou fazendo bolhas de sabão - com a intenção de "tirar as pessoas das bolhas em que estão fechadas", os participantes seguiram até o espaço de cultura Matilha Cultural, no centro da capital. No meio do caminho, pararam na Praça do Ciclista, localizada entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, onde se reuniram para fazer uma seta humana e uma fotografia aérea da seta, que é o símbolo do movimento e indica a "direção a ser tomada".

"Hoje, no mundo inteiro, estão acontecendo mais de 2 mil ações, em mais de 175 países, com o Moving Planet, um dia para ir além dos combustíveis fósseis. A proposta que vai unir todas essas ações é a seta, que é o símbolo do Moving Planet e que vai estar apontando para soluções climáticas", explicou Juliana.

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