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Mídias sociais são aliadas na divulgação de estudos científicos

Paula Bezerra - Planeta Sustentável - 21/02/2013


[box-leia]O uso das mídias sociais para a divulgação de informativos de pesquisas científicas - como o Twitter, Facebook, YouTube - foi defendido por cientistas e comunicadores durante reunião anual da AAAS - American Association for the Advancement of Science - realizada de 14 a 18/02 em Boston, nos Estados Unidos.

De acordo com dados apresentados no evento, a internet já ultrapassou o jornal como a segunda maior fonte de notícias para o público em geral naquele país, ficando atrás apenas da televisão. Já para os interessados em ciência, a principal fonte de informação são os veículos on-line.

Além disso, identificou-se que as mídias sociais tornam as pesquisas mais próximas do público, o que possibilita que os cientistas mostrem sua personalidade fora do laboratório. Plataformas de grande acesso na rede - como o Facebook, por exemplo - representam uma maneira eficaz de apresentar, para um grande número de pessoas, estudos que, de outra forma, não teriam tanto alcance.

Mas há um entrave importante para que essa forma de disseminação de estudos científicos se propague: boa parte dos pesquisadores está muito atrasado em relação a conhecimento que têm dessas ferramentas. Apesar do alto nível de escolaridade e da familiaridade com a internet e computadores, cientistas utilizam pouco as redes sociais.

Esse desconhecimento pode ainda enfatizar um risco destacado pelos participantes que estiveram no encontro: apesar dos benefícios oferecidos pelas mídias sociais, ele disseram que é preciso ter cautela na publicação de informações científicas nas redes sociais já que se tornam vulneráveis à má interpretação. Para evitar que isso aconteça, é imprescindível que o pesquisador saiba gerenciar a rede social e estimular o bom comportamento on-line, a partir dos comentários autorizados a circular nas redes.

Fonte: Agência Fapesp

Foto: JISC infoNet / Creative Commons

 

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