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Índice de Progresso Social da Amazônia é inferior à média do Brasil

Marina Maciel - Planeta Sustentável - 26/08/2014

[img1][box-leia]O contraste entre riqueza natural e desenvolvimento da Amazônia brasileira não é nada animador. Divulgado na última sexta-feira (22/08), o estudo “Índice de Progresso Social (IPS) na Amazônia Brasileira – IPS Amazônia 2014” revela que a média do progresso social da região é 15,4% menor do que a do Brasil.

Realizada pelo Instituto Imazon, a pesquisa avaliou 772 municípios dos nove Estados da Amazônia, que abrigam aproximadamente 24 milhões de habitantes. Segundo o relatório, a região tem um IPS geral de 57,31, considerando uma variação que vai de 0 (pior nível) a 100 (melhor nível). A nota é inferior à média nacional, que é de 67,73.

De acordo com a última edição do estudo IPS global, lançada em abril, o Brasil ocupa a 46ª posição no ranking com 132 países. Se a Amazônia fosse um país, ficaria com o 93º lugar.

“O progresso social da forma como é medido pelo IPS revela que a região está abaixo da média brasileira, o que é incompatível com a sua importância ambiental”, afirmou Adalberto Veríssimo, um dos responsáveis pelo levantamento.

Segundo Veríssimo, os resultados do estudo revelam um modelo de desenvolvimento marcado pelo desmatamento, uso extensivo dos recursos naturais e conflitos sociais. “A extensão continental da região e a precariedade da infraestrutura local impõem desafios adicionais ao seu progresso social e econômico”, disse.

Ao todo, foram avaliados 43 indicadores sociais e ambientais da Amazônia, tais como incidência de malária e desmatamento, e três dimensões foram consideradas:
- necessidades humanas básicas, com média 17,9% menor do que a nacional;
- fundamentos para o bem-estar, com média 7,9% inferior à do país e
- oportunidades, com média 21% inferior à do Brasil.

No site do Imazon, estão disponíveis para consulta mapas e resultados de cada município, além de sua colocação no ranking regional.

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