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(in)segurança alimentar

Fome no mundo cai, mas 805 milhões de pessoas continuam desnutridas

Gabriela Bazzo - Brasil Post - 17/09/2014

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[box-leia]Relatório da ONU divulgado nesta terça-feira (16), afirma que cerca de 805 milhões de pessoas no mundo - uma em cada nove - estão passando fome.

Segundo o documento, 100 milhões de pessoas saíram de situação de subnutrição nos últimos dez anos. A maioria dos afetados pela fome atualmente - 791 milhões de pessoas - vive em países em desenvolvimento.

O documento inclui estudos de casos sobre sete países, inclusive sobre o Brasil. Os países foram escolhidos a partir do contexto político, econômico e cultural. De acordo com o estudo, menos de 5% da população brasileira está subnutrida.

Sobre o país, a organização afirma que o Fome Zero é "o coração do progresso que fez com que o país alcançasse as metas de Desenvolvimento do Milênio e do Programa Mundial de Alimentos".

Ainda de acordo com a ONU, os programas atuais "colocaram a conquista da segurança alimentar no centro da agenda do governo".

Entre 2000 e 2006, o índice de subnutrição no Brasil caiu de 10,7% para menos de 5%.

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(Veja o infográfico em tamanho maior)

De acordo com os dados, publicados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a situação é grave na África Subsaariana, onde mais de 25% da população está em situação de insegurança alimentar.

No Malauí, metade das crianças com idade inferior a cinco anos está abaixo do peso ideal.

Na Ásia, região mais populosa do mundo, estão concentrados a maioria dos casos de fome e desnutrição: 526 milhões de pessoas.

De acordo com a agência, as regiões que tiveram o menor progresso foram aquelas afetadas por desastres naturais e conflitos.

 

 

 


Desde 1990, 63 países em desenvolvimento atingiram a erradicação da fome, uma das Metas do Milênio que devem ser cumpridas até 2015. Os casos estão concentrados, em sua maioria, na América Latina e no Caribe.



O documento afirma que a erradicação da fome é possível até 2025, desde que haja mudanças nas prioridades políticas dos países.

A FAO aponta para a necessidade de investimentos públicos e privados, medidas de proteção para pessoas socialmente vulneráveis e programas de nutrição específicos, focados principalmente para mães e crianças menores de cinco anos.

 

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