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Fábricas esperam aumentar vendas de carros limpos

Isadora Carvalho - Quatro Rodas - 14/03/2011

As montadoras parecem cada vez mais ligadas no potencial de mercado dos veículos elétricos e híbridos. No início do ano, a Ford anunciou que eles devem representar um quarto de suas vendas globais em 2020. A empresa aposta na melhoria da tecnologia, com a redução de
peso, tamanho e custos da bateria, e um maior investimento em infraestrutura para recarregá-las.

O aumento de custos dos combustíveis convencionais também deve catapultar as buscas por alternativas mais limpas. A pesquisa divulgada em dezembro pela consultoria PwC (PricewaterhouseCoopers) é bem mais conservadora, ainda mais se consideramos o panorama de vendas até agora. A participação de carros com tecnologia limpa evoluiu de 0,8%, em 2008, para cerca de 1,8% em 2010 e não deve passar de 4% nos próximos cinco anos.

QUATRO RODAS perguntou a oito fabricantes qual seria a participação dos carros verdes no total de vendas até 2020. Apenas quatro responderam: Ford, GM, Fiat, Honda e a aliança Renault-Nissan.

A parceria Renault-Nissan é a única montadora que aposta todas as suas fichas em veículos exclusivamente elétricos, que, pelas projeções da empresa, devem contribuir com 10% do total de vendas da marca daqui a dez anos. Para isso, pretende oferecer seu modelo Nissan Leaf a um preço acessível em 2012. A GM planeja investir cerca de 7 bilhões de dólares em desenvolvimento de produtos em 2011, grande parte desse montante em tecnologias avançadas de motores. Já a Fiat é mais comedida. Acredita que os motores a combustão vão predominar até 2030, principalmente pela redução da sua capacidade cúbica. Pretende lançar seu primeiro elétrico, o Fiat 500, em 2012 nos Estados Unidos, em parceria com a Chrysler. A Honda não deu estimativas globais.

Mas, afinal, os consumidores estão realmente dispostos a comprar um elétrico no futuro? Um estudo divulgado pela empresa americana Zpryme Airbiquity avaliou que 37,2% de 1 046 motoristas ouvidos nos Estados Unidos estão propensos a adquirir um nos próximos dois anos. E surpresa: quase um terço disse que até pagaria mais que o valor de um carro convencional por ele. Ford, Toyota, Chevrolet, Honda e Nissan são, nesta ordem, as marcas mais lembradas na hora da escolha. Ao que parece, a Ford tem motivos para o otimismo.

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