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Estudo afirma que Porto de Açu, no RJ, prejudica o ambiente

Vanessa Barbosa - Exame.com - 19/12/2012

A construção do Porto de Açu, da LLX, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, está gerando prejuízos ambientais na região. É o que indica um estudo realizado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta terça-feira. Segundo a pesquisa, as obras elevaram o nível de salinidade em pontos de água doce na lagoa de Iquiparí e do canal de Quitingute.

Tal processo estaria associado à abertura de um canal para a construção do complexo portuário. Os pesquisadores suspeitam que a areia dragada do mar e depositada próxima à lagoa esteja contribuindo para aumentar a salinização da água. De acordo com os especialistas, no longo processo, se nada for feito para reverter o problema, a região pode sofrer desertificação.

 

Agricultores, pescadores e população local, que dependem da água para consumo próprio e irrigação de plantações, já sentem as consequências. Em outubro, parte do cultivo de abacaxi de um dos moradores nasceu queimada. Conforme a Folha de S. Paulo, a água usada nas plantações vem do canal de Quitingute, classificado como de água doce no EIA/Rima, os estudos de impacto ambiental feitos antes da instalação do porto pela LLX. Mas hoje, segundo a pesquisa da Uenf, o nível de salinidade aumentou a ponto de tornar a água inadequada para agricultura.

Em resposta ao jornal, o diretor de sustentabilidade da LLX, Paulo Monteiro, disse que a salinização das águas da região de São João da Barra vem de antes da construção do Porto. Destacou ainda que as obras têm um sistema de drenagem que impede o vazamento de água salgada para regiões exteriores à obra. Procurada por EXAME.com, a empresa não se manifestou a tempo do fechamento da matéria para comentar o assunto.

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