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Escolas na Finlândia pretendem abolir a divisão do ensino por disciplinas

Redação - Veja.com - 26/03/2015

[img1][box-leia]Ao contrário do que diz a notícia abaixo (que reproduzimos do site da Veja), a reforma educacional na Finlândia não abolirá disciplinas tradicionais do ensino. Por conta da repercussão mundial que a informação ganhou, o Ministério da Educação daquele país publicou nota para negar a notícia e dizer que se trata de um mal entendido. Leia trecho da nota divulgada pelo ministro.

Depois de acabar com a obrigatoriedade do ensino da letra cursiva, a Finlândia vai lançar um programa revolucionário no sistema educacional do país. A reforma visa a acabar com a divisão do ensino por disciplinas, como matemática, história e química. Até 2020, todas as escolas do país, que é referência mundial pela qualidade da educação, devem substituir as matérias por tópicos e assuntos multidisciplinares na grade curricular.

Ao invés de ministrar aulas isoladas de geografia e história, os professores tratarão um tema como União Europeia, por exemplo, abordando elementos geográficos, econômicos, históricos e até de linguagem relacionados à Europa.

A nova metodologia de ensino já está sendo aplicada em algumas escolas na capital finlandesa, Helsinque. Em entrevista ao jornal inglês Independent, a gerente educacional de Helsinque, Marjo Kyllonen, diz que a nova metodologia tem como objetivo remodelar o sistema educacional e preparar os estudantes para o futuro. Marjo também afirma que as necessidades dos estudantes já não são as mesmas de antes, por isso é preciso pensar em uma nova metodologia de ensino.

Atualmente, aproximadamente 70% dos professores da capital finlandesa já estão treinados e adotam o ensino por tópicos. As escolas de todo o país já são obrigadas a oferecer pelo menos uma experiência de ensino multidisciplinar por ano para alunos do. Segundo previsão de Marjo Kyllonen, em 2020 todas as escolas do país já estarão adotando a nova metodologia de ensino.

O secretário de desenvolvimento de Helsinque, Pasi Silander, afirma que levantamentos apontam uma significativa melhora na qualidade de ensino na capital desde que o novo método foi introduzido, há dois anos.

No último PISA (Programme for International Student Assessment), mais importante avaliação da educação internacional, o país ficou em 5º lugar em ciências e 6º em linguagem, entre 63 nações e economias mundiais.

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