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gases de efeito estufa

Emissões serão altas nos Jogos Olímpicos de 2016

Flavia Villela - Edição: Stênio Ribeiro - Agência Brasil - 31/10/2014

[img1][box-leia]Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 poderão emitir cerca de 3,6 milhões de toneladas de carbono na atmosfera, segundo Relatório de Carbono dos Jogos, divulgado na quinta-feira, 30/10, pelo Comitê Organizador do evento, responsável pelas operações dos jogos. A estimativa considera todas as emissões de gases de efeito estufa (GEE) provocadas pela construção das instalações, por viagens, infraestrutura da cidade e dos espectadores, sem compromisso com nenhuma medida de combate ao impacto do carbono nas operações.

A meta do comitê, entretanto, é reduzir esse número em pelo menos 18%. A gerente-geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Rio 2016, Tania Braga, explicou que medidas para minimizar as emissões de GEE já começaram. "Estamos estimulando a economia de baixo carbono. As empresas fornecedoras, que fecham contrato com a gente, participando das concorrências, estão mudando seus processos de produção, procurando outros tipos de matéria-prima e de material. Já estamos vendo resultados concretos na nossa cadeia de produção", declarou.

Todos os objetos de movelaria, por exemplo, serão feitos com madeira certificada, que não veio do desmatamento, e que por isso tem emissão de carbono bem menor. Também serão priorizados os produtos com plástico reciclável.

Tania explicou que as maiores emissões de carbono ocorrem nas instalações das estruturas temporárias nos locais dos jogos. "É uma grande quantidade de tendas, contêineres, barreiras, elementos visuais. Então, a primeira medida mais importante é combater o desperdício", comentou ela. Design inteligente e a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis renováveis e alternativos são outras medidas incluídas na lista para reduzir a emissão de gases poluentes. Todos os carros flex, que correspondem a 80% da frota, deverão rodar apenas com etanol, garantiu a representante do comitê.

Além da redução, está prevista a compensação, por meio de mitigação tecnológica, de 2 milhões de toneladas, com o uso de tecnologia para alcançar maior eficiência energética e diminuir o desperdício de alimentos.

O governo estadual será responsável pela neutralização dos 1,6 milhão de toneladas de carbono restantes, por meio do plantio de árvores e desenvolvimento de programas de restauração do bioma Mata Atlântica, entre outras soluções de incentivo ao baixo carbono.

O relatório completo pode ser acessado no site da Rio 2016.

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