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perdidos no lixo

Eduardo Srur faz visita guiada em seu ″Labirinto″, em Campinas

Rafaela Piccin - Planeta Sustentável - 27/03/2015

[img1][box-leia]O que fazer com 61 toneladas de fardos de embalagens longa vida? Para o artista Eduardo Srur, a resposta é bem simples: uma intervenção urbana como o Labirinto que criou em 2012 e espalhou por parques públicos da cidade de São Paulo.

Desde maio do ano passado, uma dessas intervenções – que mede 250m² - faz parte da paisagem da Praça Arautos da Paz, em Campinas. Para encerrar sua exibição por lá de forma especial, o Srur fará visita guiada no próximo domingo, 29/3. Seu objetivo é provocar o público com a temática da produção de lixo, convidando-o a a passear pela obra em busca da saída entre os resíduos sólidos. “É uma forma de colocar as pessoas frente a frente com o lixo que produzem”.

Todas as embalagens foram recolhidas em cooperativas e centros de triagem de materiais recicláveis de Campinas e São Paulo, onde foram separadas, prensadas e encaminhadas para a indústria recicladora. Com o fim da mostra, todo o material será reaproveitado e transformado em caixotes, placas e telhas.

Em intervenções urbanas anteriores pela cidade de São Paulo, Srur espalhou gigantescas garrafas PET à beira do rio Tietê e na represa Guarapiranga, vestiu o monumento do Borba Gato, em Santo Amaro, com colete salva-vidas, instalou dezenas de caiaques tripulados por manequins no poluído rio Pinheiros. Na capital do país, ocupou o Congresso Nacional com 200 estudantes, que lançaram centenas de bóias salva-vidas no espelho d'água com a frase "A arte salva".

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