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operação corcel negro II

Desmontada cadeia ilegal de carvão na Caatinga e Cerrado

Marina Franco - Planeta Sustentável - 26/07/2011

Uma operação conjunta entre o Ibama e diversos órgãos públicos da Bahia e de Minas Gerais, chamada de Operação Corcel Negro II, desmontou uma cadeia ilegal de comércio de carvão dos biomas Caatinga e Cerrado. O mineral era extraído de forma ilegal no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia.

A prática é sustentada por uma fraude na emissão de créditos de reposição florestal emitidos em estados da Amazônia, Centro-Oeste e nordeste e destinados à fabricação de parte do ferro-gusa produzido em diversos municípios. As empresas de Minas e da Bahia compravam os créditos como se estivessem adquirindo o carvão na forma física. Mas na realidade derrubavam o Cerrado e a Caatinga e transportavam a carga às siderúrgicas.

O carvão era extraído da natureza, transportados por caminhoneiros e negociados por atravessadores. Os alvos da operação foram empresas, agenciadores, transportadores e produtores de carvão sem autorização em 25 municípios dos dois estados. Eis alguns resultados desta operação:
- quatro siderúrgicas embargadas;
- quase R$ 56 milhões de multas aplicadas;
- 39 pessoas presas;
- além de mil toneladas de ferro-gusa, 73 caminhões, quase 3 mil metros de carvão e 22 armas apreendidas.

De acordo com o Ibama, o sistema de controle do DOF – Documento de Origem Florestal revelou que foram realizadas cerca de oito mil viagens de caminhões transportando carvão extraído ilegalmente. É o equivalente a 19 mil hectares de vegetação nativa desmatadas sem autorização.

Participaram a ação com o Ibama: Ministérios Públicos de Minas Gerais e Bahia, Secretaria de Fazenda de MG, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militar e Civil da BA, Polícia Civil de MG e Secretaria de Meio Ambiente da BA.

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