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Criação do Santuário baleeiro no Atlântico Sul é adiada

Marina Franco - Planeta Sustentável - 18/07/2011

A criação do Santuário do Atlântico Sul, para a proteção de baleias, foi adiada mais uma vez durante a reunião anual da CBI - Comissão Baleeira Internacional. Na última sessão da reunião, realizada em Jersey, no Reino Unido, vinte países liderados pelo Japão se retiraram da sala para impossibilitar a votação por falta de quórum.

A CBI discute a criação do Santuário Atlântico Sul há mais de dez anos. A proposta foi apresentada pelo Bloco Latino-Americano, conhecido como Grupo de Buenos Aires e que é liderado por Brasil e Argentina. Na reunião de Jersey, teve o apoio de quase todos os países europeus, da Índia, da Nova Zelândia e do principado de Mônaco.

No entanto, existe uma resistência de alguns países - principalmente os baleeiros - aprovarem o Santuário. As delegações que se retiraram da sala quando a votação foi convocada pelo presidente da CBI, Herman Osterhausen, foram: Japão, Camboja, Camarões, Costa do Marfim, Gâmbia, Islândia, Noruega, Nauru, Mongólia, Mauritânia, Guiné-Bissau, Granada, Quiribati, Marrocos, Coréia, Gana, Palau, Togo, Tuvalu, São Cristóvão e Nevis e Santa Lúcia.

As negociações seguiram a portas fechadas, mas como as decisões da CBI são tomadas por consenso, a questão ficará para o encontro do próximo ano, que acontecerá no Panamá. Em outra sessão da reunião de Jersey, a Itália, a França e algumas ONGs ofereceram doações de até 40 mil euros para pesquisa e proteção de cetáceos de pequeno porte.

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