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Marcio Fuji 75% das mortes de bebês prematuros são evitáveis
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75% das mortes de bebês prematuros são evitáveis

Redação - Veja.com - 19/11/2012

[box-leia]Anualmente, um milhão de bebês prematuros — ou seja, que nascem antes da 37ª semana de gestação — morrem em todo o mundo. Desses óbitos, ao menos 750 mil poderiam ser evitados com intervenções simples e de baixo (ou nenhum) custo, informou nesta sexta-feira (16) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o órgão, são medidas como injeções de esteroides nas gestantes e o incentivo do contato pele a pele entre mãe e criança, hábito que mantém o bebê aquecido e facilita a amamentação. Esses dados foram divulgados pelo órgão por ocasião do Dia Mundial da Prematuridade, que aconteceu nesse sábado (17). 

O nascimento prematuro é a principal causa da morte de bebês em suas quatro primeiras semanas de vida e a segunda causa de morte, depois da pneumonia, em crianças com menos de cinco anos. De acordo com Elizabeth Mason, diretora do Departamento de Saúde Materna, de Recém-nascidos, de Crianças e de Adolescentes da OMS, um nascimento prematuro também por levar a criança a sofrer de "deficiências físicas, neurológicas ou educacionais durante a vida." 

Uma em cada dez crianças nasce antes das 37 semanas de gestação. São 15 milhões de nascimentos prematuros todos os anos no mundo, dentre os quais mais de 60% acontecem na África e no Sul da Ásia e apenas 9% ocorrem nos países mais ricos, segundo a OMS. Apesar disso, o Brasil e os Estados Unidos estão entre os dez países com mais casos de partos prematuros no mundo, em números absolutos 

INTERVENÇÕES DE BAIXO CUSTO
Em nota divulgada no site oficial, a OMS listou três intervenções de baixo custo que não são frequentemente aplicadas, mas são capazes de garantir a saúde do bebê prematuro. A primeira delas são as injeções de esteroides que, quando dadas às gestantes durante o trabalho de parto prematuro, ajudam a acelerar o desenvolvimento dos pulmões dos bebês e evitar que eles sofram de insuficiência respiratória ao nascer. De acordo com o órgão, cada injeção custa um dólar nos Estados Unidos. 

Outra intervenção citada pela OMS é a técnica que permite que a mãe carregue o seu bebê junto a seu peito, com o contato pele a pele, a fim de manter a criança aquecida e facilitar a amamentação. "Manter bebês prematuros aquecidos é especialmente importante porque os seus corpos, pequenos, perdem calor rapidamente, tornando-os altamente vulneráveis a infecções, doenças e morte", informou o órgão. A terceira medida é o uso de antibióticos básicos para tratar infecções no bebê, como a amoxicilina para pneumonia, por exemplo.

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