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Cobra de Santa Lúcia é mais rara e ameaçada do mundo

Vanessa Barbosa - Exame.com - 11/07/2012

Uma acanhada serpente não-venenosa de corpo delgado e movimentos rápidos recebeu o título de cobra mais rara e ameaçada do mundo. Existem apenas 18 indivíduos da espécie Kouwès, também chamada de cobra corredora de Santa Lúcia, na pequena ilha caribenha que lhe dá nome, segundo anunciou ontem o grupo conservacionista Durrell Wildlife Conservation Trust.

Outrora abundante, o animal (uma das quatro cobras endêmicas da ilha) viu sua população declinar rapidamente com a chegada de mangustos, uma família de mamíferos carnívoros trazidos da Índia no final do século 19. Comuns na África e na Ásia, onde ajudam populações locais a se livrar de serpentes, os magustos levaram a cobra corredora de Santa Lúcia à lista de animais extintos em 1936.

No entanto, em 1973, um único indivíduo foi capturado na Reserva Natural de Maria Islands. Depois disso, os avistamentos tornaram-se cada vez mais raros, levando a temores de que essas cobras inofensivas tivessem se perdido para sempre.

No final de 2011, uma equipe de Santa Lúcia e conservacionistas internacionais montaram um projeto piloto para descobrir se ainda havia sobreviventes da espécie e, com financiamento de insituições ambientalistas, começou a meticulosa pesquisa na rochas íngremes da ilha.

Onze cobras foram capturadas, marcadas com microchips e libertadas para monitoramento no meio ambiente. Uma nova análise de dados de recaptura indicaram uma população total de apenas 18 indivíduos, o que coloca a cobra corredora de Santa Lúcia na lista de animais mais raros.

O título de "cobra mais rara do mundo" pertencia previamente à uma cobra indiana de Antigua. Em 1995, existiam apenas 50 indivíduos, mas após 17 anos de esforços de conservação, a espécie viu sua população chegar a 900 indivíduos.

Este sucesso foi conseguido através da construção de conhecimento local e pela dissemição de um sentimento de orgulho entre os moradores, que passaram a remover mangustos e ratos comedores de cobra da região. Esta estratégia está sendo estudada de perto pela equipe de conservação em Santa Lúcia para determinar se as serpentes podem ser salvo de abordagem similar.

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