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Ciência avança sobre parte inexplorada dos oceanos

Diego Freire - Agência Fapesp - 02/12/2014

[img1][box-leia]Apesar de cobrir 70% da superfície do planeta, os oceanos são o ecossistema menos explorado da Terra. Para cientistas, a necessidade de compreender melhor os oceanos é uma questão de sustentabilidade.

"A exploração dos recursos marinhos aumenta cada vez mais, fazendo dos oceanos uma fonte que muitos julgam inesgotável para a satisfação de diversas demandas humanas. É preciso compreender melhor a complexidade da vida marinha para estabelecer uma relação sustentável com ela", disse Rick Grosberg, diretor do Coastal and Marine Sciences Institute (CMSI) da University of California em Davis (UCD), à Agência FAPESP.

Esforços para avançar no conhecimento sobre a vida marinha, correntes oceânicas e suas relações com a vida em terra firme foram compartilhados por pesquisadores dos Estados Unidos e de instituições do Estado de São Paulo na FAPESP Week California, realizada de 17 a 20 de novembro nas cidades de Berkeley e Davis.

Grosberg falou sobre pesquisas com invertebrados marinhos, incluindo anêmonas, hidrozoários, ascídias e caracóis, e do uso de abordagens genômicas no estudo de suas populações. "Os trabalhos de meu grupo envolvem atividades de campo e de laboratório, com genética molecular, genética populacional e filogenia, além de uma quantidade ainda modesta de modelagem", disse.

Entre esses trabalhos estão pesquisas em genética da conservação de invertebrados marinhos e crustáceos de piscinas vernais, conjuntos temporários de águas formados em determinadas épocas do ano, que servem de hábitat para plantas e animais. "Em menos de um século, a urbanização e a conversão agrícola destruíram 90% desses habitats", disse.

Pesquisadores do laboratório de Grosberg iniciaram estudos genéticos para caracterizar os efeitos do hábitat na diversidade de espécies endêmicas - que ocorrem em apenas um ecossistema - de camarão girino. De acordo com o pesquisador, várias dessas espécies são agora protegidas pelo governo dos Estados Unidos em razão dos trabalhos do laboratório.

O objetivo agora é expandir o projeto para outras espécies simpátricas - variações genéticas de populações que habitam a mesma região geográfica, tornando-se espécies diferentes. "Também estamos examinando os efeitos das mudanças climáticas, da pesca excessiva, da poluição e da fragmentação de hábitat sobre a resiliência dos recifes de coral", disse Grosberg.

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