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Celulares podem estar reduzindo população de abelhas

Célio Yano* - - 01/06/2010

A diminuição da população de abelhas na Europa e América do Norte pode estar sendo provocada pela radiação de telefones celulares. A conclusão é de dois pesquisadores da Universidade Chandigarh's Punjab, da Índia, que acredita que a rede de telefonia móvel estaria interferindo no senso de navegação dos insetos. A pesquisa foi publicada na semana passada na última edição do periódico Current Science

Ved Parkash Sharma e Neelima R. Kumar, os autores do estudo, dizem que o declínio no número de abelhas é visto como um grave risco para o "delicado equilíbrio do ecossistema". Em geral, essa tendência vem sendo atribuída ao uso de pesticidas, ao cultivo de organismos geneticamente modificados e às mudanças climáticas. Com base em estudos que já mostravam a influência de campos eletromagnéticos no comportamento de abelhas, os cientistas descobriram que este pode ser o fator chave para a solução do problema. 

Para o estudo, eles usaram duas colmeias, uma delas equipada com dois telefones celulares que ficavam ligados por períodos de quinze minutos por dia. A outra tinha aparelhos desativados instalados. Após três meses, houve redução no tamanho da colmeia que tinha interferência dos celulares, além da interrupção na produção de mel. 

A rainha dessa colmeia produzia em média 144,8 ovos por dia, menos da metade que a rainha da outra colmeia (376,2). O número de trabalhadoras que voltavam para as colmeias após coletar pólen também caiu, principalmente durante os momentos em que a colmeia estava exposta à radiação. 

Sharma e Kumar dizem que a "poluição eletromagnética" que domina os países desenvolvidos pode ainda não ter afetado nações em desenvolvimento, como o caso da Índia, onde a redução de colônias de insetos não são notadas. "Estamos felizes que o sinal de advertência foi dado e, para nós, é o momento de planejar estratégias não apenas para salvar abelhas, mas a vida dos efeitos nocivos de radiações eletromagnéticas". 

Veja a pesquisa na íntegra, aqui

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*Nota publicada no portal Exame.com

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