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Buraco na camada de ozônio deve fechar até 2050

Ione Aguiar - Brasil Post - 11/09/2014

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[box-leia]Pela primeira vez em décadas, a camada de ozônio parou de aumentar e caminha para ser recuperada. O buraco sobre a Antártida deve começar a se reduzir a partir de 2020, e será completamente reconstituído até 2050. 

As informações são um relatório da ONU publicado nesta quarta (10), com as conclusões de um estudo que durou quatro anos e envolveu cerca de 300 cientistas. 

Isso deve ter um forte impacto sobre as condições climáticas do Hemisfério Sul, onde o buraco na camada de ozônio chega a 29,5 milhões de quilômetros quadrados. 

Se no último relatório, de 2010, não havia sinalização de qualquer tipo de melhoria, agora o prognóstico é muito mais animador. A entidade comemora a descoberta e atribui a recuperação à cooperação internacional em reduzir as emissões de gases nocivos

A camada de ozônio protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol e, diante da emissão de diversos gases, estava perdendo sua força com a formação de buracos que chegaram a ter a dimensão de verdadeiros continentes. 

"Diante de certos indicadores positivos, a camada de ozônio deve se reconstituir até meados do século", comemorou o diretor-executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente, Achim Steiner

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL
O auge do problema foi identificado em 1993. Agora, a constatação é de que, a cada ano, a concentração de gases nocivos tem caído em 1%. 

A previsão é de que, diante desse cenário, 2 milhões de casos de câncer de pele conseguirão ser evitados até 2030. 

Para os cientistas, o que garantiu o resultado foi a aplicação do Protocolo de Montreal que, em 1987, estabeleceu regras para o uso de certos produtos, como o CFC, empregados em geladeiras e aerossóis. 

O acordo foi fechado depois que se constatou que, em todo o mundo, a camada encolheu de forma dramática em toda a década de 80 e parte dos anos 90. Desde então, as emissões de CFC caíram em 90%. 

(Com Estadão Conteúdo)

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