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Vitor Abdala/AGBr Brasil terá R$18,8 bi para prevenção de desastres
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Brasil terá R$18,8 bi para prevenção de desastres

Vanessa Barbosa - EXAME.com - 09/08/2012

O Brasil ganhou na manhã desta quarta-feira o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais, que vai destinar R$ 18,8 bilhões até 2014 para mais de 800 municípios vulneráveis a eventos climáticos extremos. Desse montante, R$15,6 bilhões são recursos novos, enquanto outros R$ 3,2 bilhões já estão sendo aplicados em infraestrutura como parte das obras em andamento do PAC.

A maior parte dos recursos será empregado em obras de infraestrutura contra enchentes e deslizamentos de terra, fenômenos cujos estragos demandam anualmente cerca de 1,6 bilhões em ações de reparação. Durante o lançamento do PAC da Prevenção, a presidente Dilma Rousseff disse que a criação do plano está à altura de um país continental como o Brasil e que o governo buscou conhecer experiências internacionais, em países como os EUA e a Austrália, para lidar com a fúria da natureza.

Mas foram as experiências trágicas que chocaram o país, como a catástrofe na Região Serrana do Rio ano passado, que serviram de maior inspiração. "Eu vivi e vi o desespero das autoridades do Rio diante da tragédia na região serrana. Ao mesmo tempo, assisti de um helicóptero o deslizamento de uma montanha em Santa Catarina, onde, felizmente não tinha um ser humano na área, mas que deslizou inteirinho. Foi com isso que todos nó nos mobilizamos. A partir de agora, vamos prevenir ao invés de remediar".

Segundo o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, foram identificadas 17 regiões metropolitanas prioritárias, compreendendo mais de 170 municípios em todo o país para receber os recursos. "A escolha das áreas se pautou justamente nos índices de desabrigados e mortos de eventos climáticos extremos", disse.

Atualmente, de acordo com o ministro Marco Antonio Raupp, da Ciência e Tecnologia, 821 áreas sob risco estão sendo monitoradas durante 24 horas e sete dias semana. Em relação às ameaças de cheias e enchentes, o Brasil já tem monitorado 17 importantes rios de bacias hidrográficas sujeitas à elevação. Mais de 100 sensores de deslizamento de encostas serão instalados para aumentar o controle dos riscos em morros.

Após 115 anos de inatividade, o vulcão Tongariro entrou em erupção na Nova Zelândia na noite desta segunda-feira (6), às 23h50 no horário local. Até por volta das 17 horas de terça (horário de Brasília), o nível de alerta permaneceu em grau 2, numa escala de 0 a 5. Segundo a agência sismológica neozelandesa GeoNet, apesar de baixo, esse índice ainda representa ameaça iminente de erupção.

O Tongariro, que fica no centro da Ilha Norte, lançou rochas a até 1 quilômetro de altitude e espalhou cinzas a mais de 6 mil metros. A erupção abriu na montanha fendas de até 1 quilômetro de largura e foi seguida por um leve terremoto, mas lava não foi expelida. A atividade durou aproximadamente dois minutos.

O GeoNet acredita que o vulcão deve continuar ativo nas próximas semanas e alerta para possíveis erupções a qualquer momento, com risco elevado para a face norte da ilha. Casas e campos das imediações foram cobertas por cinzas, e o tráfego aéreo na região foi afetado.

A Ilha Norte concentra as maiores cidades do país, a exemplo da capital, Auckland, e o vulcão é a atração principal do Parque Nacional Tongariro, Patrimônio Natural Mundial da Humanidade pela Unesco e uma das unidades de conservação abertas ao turismo no país kiwi.

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