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análise das florestas

Brasil faz novo inventário florestal após quase 40 anos

Débora Spitzcovsky - Planeta Sustentável - 29/01/2013

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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) fará novo Inventário Florestal Brasileiro (IFB) com a intenção de aprofundar o conhecimento a respeito das matas do país e, assim, traçar políticas públicas mais eficientes para o uso e conservação das florestas.

Entre outros dados, o inventário reunirá informações sobre os estoques de biomassa e carbono das florestas e as espécies de fauna e flora que habitam esses locais, além do modo de vida da população. O inventário começou a ser feito em 2011, em fase de testes, nos Estados de Santa Catarina e Distrito Federal e, neste ano, será expandido para a Floresta Amazônica - sobretudo para a região do Arco do Desmatamento, formado por Rondônia, centro e norte do Mato Grosso e leste do Pará - e o restante do país.

De acordo com o governo, o inventário será montado a partir da coleta de informações em 22 mil pontos do país, sendo que quatro mil deles estão na região amazônica. O projeto contará com a participação de universidades, instituições de pesquisa, governos locais e dos próprios moradores, que também serão entrevistados pela equipe do MMA.

O custo total do novo inventário, cuja conclusão está prevista para 2016, é estimado em R$ 150 milhões, dos quais R$ 65 milhões serão liberados pelo Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para serem aplicados nos trabalhos referentes, exclusivamente, ao bioma amazônico. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) também destinará R$ 33 milhões ao projeto.

O primeiro e único inventário florestal do Brasil foi feito há quase 40 anos, na segunda metade da década de 1970. Os resultados da iniciativa foram divulgados em 1983 e, desde então, não mais atualizados.

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