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apoio aos extrativistas

Portal facilita comércio de artigos florestais comunitários

Débora Spitzcovsky - Planeta Sustentável - 07/07/2011

A USP - Universidade de São Paulo anunciou nesta quarta-feira, 6 de junho, o desenvolvimento de projeto-piloto do portal Bolsa Florestal, criado para facilitar o comércio de artigos florestais comunitários produzidos por extrativistas da Amazônia

O site funcionará como uma espécie de bolsa de mercadorias online, em que os internautas poderão verificar o preço médio dos produtos oferecidos - como móveis e utensílios de madeira, óleo de copaíba, castanha do Brasil e açaí - e efetuar compras. 

A ideia é aumentar o número de compradores de produtos florestais comunitários, ao facilitar o acesso a eles, e ainda eliminar do negócio os chamados atravessadores - pessoas que realizam a intermediação dos artigos entre os fornecedores e os consumidores e "abocanham" a maior parte do valor dos produtos. 

Com o portal - que está sendo desenvolvido pelas entidades Poli - Escola Politécnica e Esalq - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP -, as comunidades extrativistas da Amazônia terão a oportunidade de se tornar autônomas na gestão do negócio e, assim, aumentar sua geração de renda. 

O projeto-piloto será implantado nos municípios amazonenses de Manacapur e São Sebastião Uatumã, localizados às margens do Rio Negro. Caso a iniciativa tenha sucesso, será expandida para outras comunidades extrativistas da Amazônia. 

Segundo a USP, este modelo online de comércio de produtos florestais comunitários já funciona, com êxito, na Índia e em países da África, com o apoio da ONU - Organização das Nações Unidas.

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