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Biodiversidade é pauta de encontro entre Izabella Teixeira, FAO, ONU e Fiesp

Paula Bezerra - Planeta Sustentável - 01/03/2013

[img1][box-leia]Para discutir o cenário internacional das Metas de Aichi e no Protocolo de Nagoya, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, reuniu-se na última quinta-feira (28) com representantes da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo -, além de Bráulio Dias, Secretário-executivo da CDB - Convenção sobre Diversidade Biológica* e Shakeel Bhatti, Secretário Geral do Tratado Internacional Sobre Recursos Fitogenéticos para Agricultura e Alimentação, da FAO – Organização para Agricultura e Alimentação*.

Parte do conjunto de iniciativas do Ministério do Meio Ambiente com setores de áreas como medicamentos, cosméticos e produção de alimentos envolvidos com recursos genéticos, a reunião teve como tema principal a discussão dos desafios do Protocolo de Nagoya, frente à produção de alimentos e segurança alimentar.

Segundo Izabella Teixeira, os órgãos envolvidos no debate definiram compromissos para trabalhar juntos com a agricultura brasileira e incrementar o acesso a recursos genéticos; introdução de alimentos; inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável. “Estamos falando da biodiversidade nativa, daquilo que nós temos e de como podemos produzir com mais sustentabilidade, inovação tecnológica e conhecimento genético”, afirmou a ministra.

Para Bráulio Dias, não é possível garantir segurança alimentar se não houver sustentabilidade na produção, já que a mesma depende de diversos aspectos ambientais como, por exemplo, condições climáticas, controle biológico e fertilidade do solo.

Ainda de acordo com o secretário-executivo da CDB, para que o Brasil alcance uma boa política de segurança alimentar, é necessário que medidas contra a degradação do meio ambiente continuem sendo seguidas. “Não será possível avançar em políticas de segurança alimentar se continuarmos destruindo o meio ambiente. Os dois devem caminhar juntos. Isso foi discutido na reunião e chegamos a um consenso”, explicou.

NOVA LEGISLAÇÃO
Durante o debate, a relação agrícola internacional foi colocada em pauta com o objetivo de criar regras justas de intercâmbio de recursos genéticos e, assim, favorecer todos os países envolvidos. “Buscam-se regras claras para facilitar o acesso a estes recursos, por fim a biopirataria e estimular a pesquisa e o desenvolvimento”, comentou Dias.

Embora o Brasil já possua legislação interna, o secretário-executivo da CDB aponta que ela é focada na biopirataria e não estimula, de fato, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o que impossibilita a criação de novos produtos e benefícios a serem repartidos.

O presidente do Cosag – Conselho Superior de Agronegócio, da Fiesp, João de Almeida Carvalho Filho, destacou que é urgente resolver o problema da legislação interna para que o país prospere em todos os temas discutidos durante o encontro. “Acordamos com a ministra que criaremos um grupo de trabalho para discutir melhor a proposta e sugerir algo factível. Temos que entender a posição do Brasil e resolver a questão de maneira que seja interessante para o país”.

*CDB - Convenção sobre Diversidade Biológica
*FAO – Organização para Agricultura e Alimentação

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