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Biodiesel de óleo de palma é testado no Brasil

Marina Franco - Planeta Sustentável - 29/04/2011

Duas composições são testadas em automóveis brasileiros para se estudar a viabilidade de serem empregadas como combustíveis (limpos) no país. Uma delas é o biodiesel B30 produzido a partir do óleo de palma, em substituição ao óleo de soja.

O biodiesel de palma é obtido em um processo chamado de transesterificação durante o qual o etanol, extraído da cana-de-açúcar, entra em contato com um óleo vegetal oriundo da palma, que é uma planta oleaginosa. Ele foi misturado, na proporção de 30%, a 70% do diesel comum e testado por mais de quatro anos. Foi a primeira vez em todo o mundo que essa quantidade de biodiesel de palma é empregada em misturas de diesel. Atualmente adota-se a mistura de 2% a 5% de biodiesel.

Foi comprovado que a mecânica e o desempenho dos carros não são afetados pelo uso de biodiesel B30, tanto derivado da palma quanto da soja ou mamona, que já haviam sido testadas. O resultado tem dois benefícios ambientais:
- há redução significativa na emissão de gases do efeito estufa provenientes da combustão dos motores, se comparada ao uso de outros combustíveis e
- a produção também emite menos dióxido de carbono, graças à fotossínte das plantas oleaginosas (palma, mamona e soja) e da cana-de-açúcar.

Os testes foram realizados por uma parceria entre o Ladetel - Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas, da Universidade de São Paulo, e o grupo PSA Peugeot Citroën. O Projeto Biodiesel Brasil, como é chamado o trabalho em conjunto, envolve especialistas do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Design do PSA na América Latina, que tem sede no Brasil, e engenheiros e pesquisadores do Ladetel. De acordo com o PSA, os resultados são melhores do que os obtidos na Europa com o éster metílico de óleo de canola (fabricado com álcool derivado do petróleo).

O Projeto inaugura agora sua terceira fase, em que será testado um biodiesel produzido totalmente a partir da cana-de-açúcar. Para os estudos até 2013, foram investidos cerca de R$ 1,5 milhão. O produto dispensa o uso de uma planta oleaginosa em seu processo. O óleo que seria retirado da palma, por exemplo, é substituído por um produto da própria cana, obtido em processos químicos.

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