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ameaça de extinção

Atum em extinção é vendido por R$ 100 mil. Até quando?

Vanessa Barbosa - Exame.com - 05/01/2015

[img1][box-leia]Espécie de peixe mais apreciada no mundo para o preparo de sushi e sashimi, um atum de barbatana azul de 180 kg foi leiloado por 4,51 milhões de ienes (cerca de 100 mil reais) no domingo, 04/01,  durante o primeiro leilão do ano do mercado de peixes de grande porte de Tsukiji, em Tóquio, no Japão.

O peixe foi arrematado por Kiyoshi Kimura, presidente da empresa Sushi-Zanmai, uma popular cadeia de restaurante do país. Uma única fatia de sashimi de atum-azul (ou rabilho) do Pacífico pode custar mais de 20 dólares.

Ele é o maior atum que existe e pode viver até 40 anos. Sua característica é a velocidade: barbatanas retráteis e olhos que lhe garantem a visão mais nítida entre os peixes ósseos o tornam um predador exímio de arenques, cavalas e até enguias.

No ano passado, o empresário japonês desembolsou o equivalente a 166 mil reais para arrematar o atum no leilão do mercado japonês. Apesar do preço pago em 2015 ter sido menor, ele não pode ser utilizado como referência para o estado de conservação da espécie.

AMEAÇA
À medida que o costume de comer peixe cru se espalha, também aumentam os temores de que o atum de barbatana azul possa estar com seus dias contados — a espécie já integra a lista de animais ameaçados de extinção.

A situação do atum do Pacifico recebeu atenção quando o Comitê Científico Internacional, um grupo independente de cientistas do governo de países como Estados Unidos e Japão, divulgou uma avaliação da população da espécie em 2013.

O relatório revelou que décadas de sobrepesca e má gestão resultaram em uma redução de 96,4 por cento da população do atum rabilho do Pacífico desde o século 19. No entanto, os governos responsáveis pela gestão destas pescarias não adotaram medidas de conservação adequadas. Ainda não existe, por exemplo, um limite de capturas no Oceano Pacífico ocidental, onde a maioria dos atuns rabilho do Pacífico são encontrados.

O estudo revelou, ainda, que mais de 90 por cento do atum é capturado antes de atingir a idade reprodutiva. Atualmente, o Japão consome cerca de 80% de todo o atum azul pescado no mundo e tem sido acusado de sufocar as tentativas internacionais para reduzir drasticamente as quotas de pesca ou de proibir o comércio.

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