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Wesley Cruz / Agência PUC de Notícias
adrian cowell

Amazônia perde um de seus maiores documentaristas

Marina Franco - Planeta Sustentável - 14/10/2011

Responsável por documentários sobre a destruição da Floresta Amazônica para a televisão britânica, Adrian Cowell, também conhecido como o cineasta da floresta, morreu nesta semana, em Londres, por insuficiência respiratória, às vésperas de mais uma viagem ao Brasil. Cowell finalizaria a versão brasileira do filme Killing For Land (Matando pela Terra), sobre a violência no sul do Pará.

O documentarista morreu aos 77 anos. Seu trabalho começou em 1958, quando ainda era estudante, e se intensificou nos anos 1980, época em que produziu a série de TV A Década da Destruição. Cowell também abordava o impacto da destruição da Amazônia na vida de povos indígenas e ribeirinhos e a ameaça de garimpeiros e fazendeiros. Ele registrou o cotidiano da população local em suas expedições pela Floresta ao lado dos irmãos Villa Boas, importantes sertanistas brasileiros, antes da criação do Parque Indígena do Xingu.

Outros títulos de sua carreira são A Tribo que se esconde do homem, O Brasil e os índios gigantes, Nas cinzas da floresta, Montanhas de Ouro e A morte de Chico Mendes. Toda sua obra foi doada a PUC - Pontifícia Universidade Católica de Goiás. O Acervo Adrian Cowell* reúne filmes de 16mm, VHS, áudios, slides e diários de campo.

O documentarista também escreveu livros sobre a colonização na Amazônia e sua destruição, como o A Década da Destruição, de 1990, em que abordou temas como o Parque Indígena do Xingu, Rondônia e o líder seringueiro Chico Mendes.

*Acervo Adrian Cowell 

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