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Agressividade do macho para acasalar ameaça espécie

Kátia Arima - National Geographic Brasil - 17/05/2011

O comportamento agressivo dos machos para acasalar é um sucesso na estratégia reprodutiva individual, mas pode levar espécies à extinção.

Para chegar à conclusão, o biólogo Daniel Rankin, da Universidade de Zurich, na Suíça, e um grupo de cientistas internacionais adotaram um modelo matemático. Foram analisados os números do besouro Callosobruchus maculatus, conhecido popularmente no Brasil como caruncho-de-feijão, que tem um comportamento sexual extremamente agressivo.

Esses besouros machos têm pênis farpados, que dificulta que fêmea escape da cópula. Os machos mais agressivos têm uma taxa de reprodução mais alta que os menos agressivos e machucam a fêmea durante a cópula.

O estudo concluiu que, por isso, as gerações de macho ficaram cada vez mais agressivas, com consequências dramáticas para a espécie: o número de fêmeas diminuiu e, em alguns casos, houve extinção de algumas espécies.

Para Rankin, existe aí um dilema: o que é bom para o indivíduo é ruim para o grupo. O pesquisador diz que o caso é um exemplo de "tragédia dos comuns", princípio que costuma ser adotado na economia para analisar assuntos como a poluição e o aquecimento global. Segundo o pesquisador, há vários exemplos de "tragédia dos comuns" na natureza.

Para mais informações sobre o estudo, veja o periódico The American Naturalist e o site da Universidade de Zurich.

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